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“I hope that somebody does for you what you just did for me” – John Locke (6×18 – The End – Part 2)

 

Seis temporadas. Cento e vinte e um episódios. Mas tudo tem um fim e todos nós sabíamos que Lost não duraria para sempre. A series finale “The End” dividiu opiniões como já era esperado. Eu ainda estou em cima do muro, pois teve muita coisa que eu gostei, mas também teve muita coisa que eu não gostei e passei os últimos dias pensando em vários fins alternativos que fariam mais sentido.

O episódio em si trouxe uma conclusão para as duas tramas da temporada: a ilha e os flashsideways. Na ilha, tivemos o final showdown com Jack e Locke que eu não tinha comentado na pré-review. Lembra que eu falei que o streaming que eu assisti no dia da finale estava péssimo? Então, eu tinha perdido várias cenas! Só descobri que a Kate atirou no Locke na segunda vez que eu assisti o episódio. Também não tinha visto a Kate e o Sawyer pularem para o mar nem o Miles e Richard consertando o avião.

Finalmente consegui entender a importância do Desmond, mas não o motivo pro Jacob trazê-lo para a ilha. Porque se a única forma de tornar o HdP mortal era desativando a luz da ilha, então Jacob provavelmente sabia que isso acarretaria a destruição da ilha, já que o Desmond era o único que poderia entrar lá e voltar para contar a história. Mas como Jacob é pior que o Yoda, como disse sabiamente o Hurley, os Losties tiveram que se virar nos trinta para descobrir isso.

Achei que o fato de Hurley ser o sucessor do Jack – que, aliás, teve o mandato mais curto da história da ilha, só pode! – foi muito legal e sinceramente, não tinha pessoa melhor para ser o protetor da ilha. E o Ben também se tornar o braço direito do Hurley foi sensacional. Eu realmente não esperava que o Ben fosse encontrar a redenção e este foi um fim muito bacana para o personagem, que no fim das contas, só queria se sentir importante e útil.

Já digeri um pouco mais o fato de o Jack e a Kate terem terminado juntos. Não gostei, mas aceitei e entendi a lógica dos produtores. Ainda acho que eles poderiam ter tomado um caminho diferente. Mas também, se pensarmos bem, todo o polígono amoroso meio que acabou junto de alguma forma. Na ilha, Sawyer e Kate foram embora juntos, então ficou aberto à interpretação. No meu mundinho, eles viveram felizes para sempre. A Kate e o Jack tiveram aquele último momento na ilha que, depois de assistir novamente – e sem ter que controlar a vontade de socar a tela do computador – foi mais de despedida do que qualquer outra coisa.

Lógico que isso é apenas a minha interpretação, mas eu entendi ali que eles estavam dizendo adeus. Jack sabia que ia morrer e a Kate sabia que eles nunca mais iam se ver. Depois de entender isso, eu pude aceitar e até achar bonita a cena. Já nos sideways, Jack e Juliet foram casados e tiveram um filho (que era um fofo!) e depois Sawyer e Juliet se reencontraram, foi aquela emoção, eu chorei e com certeza muita gente chorou também. E como todos nós já sabíamos, Jack e Kate terminam juntos nos sideways. Então todo mundo teve um cadinho para não sair tanta briga.

Não engoli ainda o fato de o Sayid ficar com a Shannon no final. O que eu entendi era que, em sua maioria, ali era um encontro de almas gêmeas, com pouquíssimas exceções. E se todos iam para o Paraíso, para a Luz ou que quer que seja que você acredita, então presume-se que você encontrará com seus entes queridos, certo? Então por que cargas d’água o Sayid não ficou com a Nadia se durante seis anos eles nos empurraram goela abaixo que ela era o amor da vida dele? E se até a Penny pôde estar lá, por que a pobre da Nadia não pôde? Não me conformo. Achei que isso foi um mega furo dos produtores.

Mas enfim, seguindo. No geral, eu gostei muito do episódio. Achei que a história da ilha foi sensacional e a última cena, com o Jack morrendo e o Vincent do lado, ainda me dá um nó na garganta só de lembrar. Foi bem feita e deu aquela sensação de um ciclo que se completa. Não só essa cena, como várias outras. Mas esta em especial – principalmente por ser a última cena do último episódio – foi muito emocionante. Porque justamente nesse momento (pelo menos para mim foi assim) foi que caiu a ficha de que Lost realmente estava chegando ao fim.

E não importa quantas pessoas me digam que é só um seriado, eu vou responder sempre que não é. Lost foi um marco na história da TV e na cibercultura. Por mais que tenha tido seus altos e baixos – eu mesma admito que quase abandonei a série algumas vezes – nós não podemos deixar de apreciar o valor cultural que a série trouxe. É simples assim. Você pode odiar Lost o quanto você quiser, mas isso não vai tirar o mérito do feito que a série alcançou.

Agora, voltando ao episódio, foi tudo muito legal e teria terminado de uma forma espetacular, se não tivesse sido por aquele final de todos indo para a luz. O que realmente me incomodou foi isso. Os flashsideways eram apenas um purgatório e um lugar onde todos iriam se encontrar quando estivesse prontos para irem em direção à luz.

Faça-me o favor, né?

Antes eles tivessem ido com a explicação de que realmente era uma realidade paralela e agora que todos se encontraram, viverão felizes para sempre. Aquela última cena (que eu não vou desmerecer totalmente porque foi um paralelo brilhante com o Jack morrendo na ilha) foi MUITO fim de novela das oito.

Outra possibilidade seria de que, depois que a bomba explodiu na season finale da 5ª temporada, eles apenas voltassem para o presente (como realmente aconteceu) e a gente seguisse só a história da ilha. Eu realmente acho que Darlton podiam ter tido umas aulinhas com o JJ Abrams e escolhido a opção de um universo paralelo como o JJ fez funcionar tão bem em Fringe. Teria sido tão mais legal do que um fim totalmente religioso.

 

Não que eu esteja desmerecendo o tom religioso da finale, porque eu sei que muita gente gostou. Mas sei lá, poderia ter sido diferente. Não precisava ter sido aquele fim brega da luz tomando conta da igreja e tudo mais. Não gostei. Não consigo aceitar isso. Para mim, a finale foi brilhante até a revelação de que os sideways eram apenas um purgatório.

Mas, fazer o que, né? A série acabou e não importa o quanto a gente gritar e espernear, o fim não vai mudar. Quanto à falta de respostas, isso nem me incomodou muito para falar a verdade. O que eu queria muito saber era o nome do HdP e isso eu descobri em um dos vídeos da Kristin dos Santos do E!. O nome dele é Samuel – que quer dizer filho de Deus. E também, correm boatos de que no Box da sexta temporada a finale vai ter de quinze a vinte minutos a mais de cenas que foram cortadas. Talvez aí tenha algumas respostas.

No mais, eu fiquei 90% satisfeita com o fim de Lost. Claro que ainda estou no período de luto pela minha série tão querida, mas a vida segue.

Mas eu duvido que alguma série nova consiga chegar ao nível de Lost. Pelo menos, não tão cedo. Lost vai ser para sempre uma série icônica, assim como poucas outras que a antecederam.

A fala do John Locke no início deste post reflete exatamente o que eu estou sentindo e eu espero que daqui a algum tempo outro fandom possa se sentir da mesma forma que eu me senti com Lost.

Eu só tenho a agradecer por seis anos de uma experiência audiovisual inesquecível. Eu aprendi muito, eu fiz muitos amigos e até me formei na faculdade com a ajuda de Lost (a minha monografia foi sobre a série).

Então, obrigada, Darlton.

Foi uma jornada e tanto.

@lucianamangas

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Ainda estou dividida. Talvez porque o streaming que eu assisti ontem congelava toda hora e eu com certeza perdi alguns minutos preciosos enquanto tentava fazer a porcaria do streaming voltar a funcionar. Tenho certeza que os meus tweets devem ser hilários para uma pessoa que não é fã de Lost e eu provavelmente pareço uma louca de tanto que eu xinguei.

Mas enfim, este post é apenas preliminar, pois para fazer uma review decente com uma análise que faça algum sentido eu preciso assistir ao episódio de novo. Portanto, o que vocês vão ver aqui hoje é apenas a minha reação inicial. Não prometo que fará algum sentido ou que vocês concordarão comigo, mas eu preciso desabafar.

Então, vou tentar cobrir os pontos mais importantes que eu lembro, não necessariamente em uma ordem cronológica.

Primeiro de tudo, eu preciso expressar a minha decepção da resolução do polígono amoroso. Tudo bem, eu entendi a lógica da coisa, mas eu achei que foi uma solução fácil demais. Para um programa que se preza tanto em ser tão complexo, escolher o caminho óbvio foi uma decepção gigantesca para mim. Eu sei que o meu lado shipper fala muito alto aqui, mas eu nem fiquei tão arrasada com o Sawyer e a Juliet. Sabe por quê? Eles têm química. Eles funcionam como um casal e a cena em que eles se lembraram foi linda. Realmente, dou o meu braço a torcer nisso.

Mas a Kate com o Jack, cara… não rola. Não adianta. Foi forçado, foi ridículo. Em nenhum episódio nesta temporada, eles deram alguma pista de que a Kate sentia qualquer coisa pelo Jack, a não ser talvez uma amizade. Não houve nenhum momento que fizesse você pensar, nossa, ela realmente ainda gosta dele e ele dela. Não teve nada. Aí do nada, a Kate vira para ele e diz I love you e o beija e eu fiquei olhando para a tela tipo, WTF?! Antes a Kate tivesse terminado sozinha. O que me consola foi que o que a fez lembrar de tudo foi o nascimento do Aaron e não um encontro com o Jack. Porque se tivesse sido isso, eu juro que ia dar uma porrada em Darlton. E o fato de que ela e o Sawyer escaparam juntos da ilha também. No meu mundinho, eles viveram felizes para sempre até que se prove o contrário.

Outra coisa que me incomodou foi o Sayid com a Shannon. Sério, quem se importa com a Shannon? Desculpa se estou ofendendo alguém, não é a minha intenção. Mas eu passei seis anos da minha vida assistindo uma história em que a Nadia é o amor da vida do Sayid. E no último episódio eles querem que eu engula que ele lembrou de tudo quando viu a Shannon porque ela é o grande amor da vida dele? Ah, faça-me o favor, né?

Gostei muito, muito, muito de ver a Juliet novamente. E ela realmente é a mãe do David (Tá vendo, até Jacket – Jack e Juliet para os non-shippers – teve alguma forma de reconhecimento!). Sem falar na Rose e no Bernard, né? Foi sensacional. E o Vincent! Aliás, no fim das contas, o Desmond não serviu para muita coisa. Só para fazer todos lembrarem nos sideways, porque na ilha que é bom… Tudo bem que ele foi lá e tirou a pedra do lugar, mas só o que ele conseguiu causar foi a quase implosão da ilha.

Não vi muita coisa da batalha final entre o Jack e o HdP porque o streaming resolveu pifar justamente nesta cena, mas vi que o ferimento no pescoço e a cicatriz na barriga que o Alter-Jack tinha nos flashsideways foram conseqüências desta briga.

As cenas seguintes – na ilha – foram sensacionais. Eu acho que eu nem respirava e estava quase quicando na cadeira de tanta ansiedade. Achei ótimo o Hurley ser o novo Jacob no lugar do Jack e que o Ben (!!!) se tornou o braço direito dele.

Nos flashsideways, a lembrança que mais me emocionou foi o nascimento do Aaron, que foi uma brilhante alusão à primeira temporada e a do Jack com o pai. Não sei se eu estou extremamente contente e satisfeita com a explicação que eles deram do flashsideways. Quando eu assistir de novo eu decido. Mas o que eu entendi foi que essa realidade alternativa foi tipo um purgatório em que eles criaram um universo quase ideal para eles até que eles estivesse prontos para seguir em frente. O Jack tem um filho e teve a oportunidade de ser um bom pai, o Sawyer não entrou para a vida do crime, o Hurley é um cara sortudo, o Desmond trabalha para o Widmore e por aí vai.

As perguntas que ficaram sem respostas nem me incomodaram tanto. Eu só queria que eles tivessem revelado porque a Eloise Hawking sabia de tudo e o nome do HdP!

A cena final, com o Jack lembrando de tudo e encontrando todos nos flashsideways e morrendo na ilha foi de tirar o fôlego. Quando ele deitou no meio daquele bambuzal, exatamente como no episódio piloto, e o Vincent apareceu, deitou do lado dele e ficou lá até ele morrer, eu desabei. Mas desabei MESMO. E olha que eu nem esperava chorar assim depois da decepção do triângulo em que eu tava muito, mas MUITO p*ta da vida.

Mas ali naquele momento foi que a ficha caiu.

A série que fez parte da minha vida durante os últimos seis anos realmente estava chegando ao fim. E aí eu não agüentei e quando eu dei por mim, estava chorando igual a uma criança.

Acabou mesmo.

É o fim de uma era.

Enfim, prometo uma review mais detalhada logo, logo. Assim que eu assistir novamente e entender de verdade o que aconteceu nestas últimas duas horas e meia da série que revolucionou a televisão mundial.

@lucianamangas

 


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