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“I hope that somebody does for you what you just did for me” – John Locke (6×18 – The End – Part 2)

 

Seis temporadas. Cento e vinte e um episódios. Mas tudo tem um fim e todos nós sabíamos que Lost não duraria para sempre. A series finale “The End” dividiu opiniões como já era esperado. Eu ainda estou em cima do muro, pois teve muita coisa que eu gostei, mas também teve muita coisa que eu não gostei e passei os últimos dias pensando em vários fins alternativos que fariam mais sentido.

O episódio em si trouxe uma conclusão para as duas tramas da temporada: a ilha e os flashsideways. Na ilha, tivemos o final showdown com Jack e Locke que eu não tinha comentado na pré-review. Lembra que eu falei que o streaming que eu assisti no dia da finale estava péssimo? Então, eu tinha perdido várias cenas! Só descobri que a Kate atirou no Locke na segunda vez que eu assisti o episódio. Também não tinha visto a Kate e o Sawyer pularem para o mar nem o Miles e Richard consertando o avião.

Finalmente consegui entender a importância do Desmond, mas não o motivo pro Jacob trazê-lo para a ilha. Porque se a única forma de tornar o HdP mortal era desativando a luz da ilha, então Jacob provavelmente sabia que isso acarretaria a destruição da ilha, já que o Desmond era o único que poderia entrar lá e voltar para contar a história. Mas como Jacob é pior que o Yoda, como disse sabiamente o Hurley, os Losties tiveram que se virar nos trinta para descobrir isso.

Achei que o fato de Hurley ser o sucessor do Jack – que, aliás, teve o mandato mais curto da história da ilha, só pode! – foi muito legal e sinceramente, não tinha pessoa melhor para ser o protetor da ilha. E o Ben também se tornar o braço direito do Hurley foi sensacional. Eu realmente não esperava que o Ben fosse encontrar a redenção e este foi um fim muito bacana para o personagem, que no fim das contas, só queria se sentir importante e útil.

Já digeri um pouco mais o fato de o Jack e a Kate terem terminado juntos. Não gostei, mas aceitei e entendi a lógica dos produtores. Ainda acho que eles poderiam ter tomado um caminho diferente. Mas também, se pensarmos bem, todo o polígono amoroso meio que acabou junto de alguma forma. Na ilha, Sawyer e Kate foram embora juntos, então ficou aberto à interpretação. No meu mundinho, eles viveram felizes para sempre. A Kate e o Jack tiveram aquele último momento na ilha que, depois de assistir novamente – e sem ter que controlar a vontade de socar a tela do computador – foi mais de despedida do que qualquer outra coisa.

Lógico que isso é apenas a minha interpretação, mas eu entendi ali que eles estavam dizendo adeus. Jack sabia que ia morrer e a Kate sabia que eles nunca mais iam se ver. Depois de entender isso, eu pude aceitar e até achar bonita a cena. Já nos sideways, Jack e Juliet foram casados e tiveram um filho (que era um fofo!) e depois Sawyer e Juliet se reencontraram, foi aquela emoção, eu chorei e com certeza muita gente chorou também. E como todos nós já sabíamos, Jack e Kate terminam juntos nos sideways. Então todo mundo teve um cadinho para não sair tanta briga.

Não engoli ainda o fato de o Sayid ficar com a Shannon no final. O que eu entendi era que, em sua maioria, ali era um encontro de almas gêmeas, com pouquíssimas exceções. E se todos iam para o Paraíso, para a Luz ou que quer que seja que você acredita, então presume-se que você encontrará com seus entes queridos, certo? Então por que cargas d’água o Sayid não ficou com a Nadia se durante seis anos eles nos empurraram goela abaixo que ela era o amor da vida dele? E se até a Penny pôde estar lá, por que a pobre da Nadia não pôde? Não me conformo. Achei que isso foi um mega furo dos produtores.

Mas enfim, seguindo. No geral, eu gostei muito do episódio. Achei que a história da ilha foi sensacional e a última cena, com o Jack morrendo e o Vincent do lado, ainda me dá um nó na garganta só de lembrar. Foi bem feita e deu aquela sensação de um ciclo que se completa. Não só essa cena, como várias outras. Mas esta em especial – principalmente por ser a última cena do último episódio – foi muito emocionante. Porque justamente nesse momento (pelo menos para mim foi assim) foi que caiu a ficha de que Lost realmente estava chegando ao fim.

E não importa quantas pessoas me digam que é só um seriado, eu vou responder sempre que não é. Lost foi um marco na história da TV e na cibercultura. Por mais que tenha tido seus altos e baixos – eu mesma admito que quase abandonei a série algumas vezes – nós não podemos deixar de apreciar o valor cultural que a série trouxe. É simples assim. Você pode odiar Lost o quanto você quiser, mas isso não vai tirar o mérito do feito que a série alcançou.

Agora, voltando ao episódio, foi tudo muito legal e teria terminado de uma forma espetacular, se não tivesse sido por aquele final de todos indo para a luz. O que realmente me incomodou foi isso. Os flashsideways eram apenas um purgatório e um lugar onde todos iriam se encontrar quando estivesse prontos para irem em direção à luz.

Faça-me o favor, né?

Antes eles tivessem ido com a explicação de que realmente era uma realidade paralela e agora que todos se encontraram, viverão felizes para sempre. Aquela última cena (que eu não vou desmerecer totalmente porque foi um paralelo brilhante com o Jack morrendo na ilha) foi MUITO fim de novela das oito.

Outra possibilidade seria de que, depois que a bomba explodiu na season finale da 5ª temporada, eles apenas voltassem para o presente (como realmente aconteceu) e a gente seguisse só a história da ilha. Eu realmente acho que Darlton podiam ter tido umas aulinhas com o JJ Abrams e escolhido a opção de um universo paralelo como o JJ fez funcionar tão bem em Fringe. Teria sido tão mais legal do que um fim totalmente religioso.

 

Não que eu esteja desmerecendo o tom religioso da finale, porque eu sei que muita gente gostou. Mas sei lá, poderia ter sido diferente. Não precisava ter sido aquele fim brega da luz tomando conta da igreja e tudo mais. Não gostei. Não consigo aceitar isso. Para mim, a finale foi brilhante até a revelação de que os sideways eram apenas um purgatório.

Mas, fazer o que, né? A série acabou e não importa o quanto a gente gritar e espernear, o fim não vai mudar. Quanto à falta de respostas, isso nem me incomodou muito para falar a verdade. O que eu queria muito saber era o nome do HdP e isso eu descobri em um dos vídeos da Kristin dos Santos do E!. O nome dele é Samuel – que quer dizer filho de Deus. E também, correm boatos de que no Box da sexta temporada a finale vai ter de quinze a vinte minutos a mais de cenas que foram cortadas. Talvez aí tenha algumas respostas.

No mais, eu fiquei 90% satisfeita com o fim de Lost. Claro que ainda estou no período de luto pela minha série tão querida, mas a vida segue.

Mas eu duvido que alguma série nova consiga chegar ao nível de Lost. Pelo menos, não tão cedo. Lost vai ser para sempre uma série icônica, assim como poucas outras que a antecederam.

A fala do John Locke no início deste post reflete exatamente o que eu estou sentindo e eu espero que daqui a algum tempo outro fandom possa se sentir da mesma forma que eu me senti com Lost.

Eu só tenho a agradecer por seis anos de uma experiência audiovisual inesquecível. Eu aprendi muito, eu fiz muitos amigos e até me formei na faculdade com a ajuda de Lost (a minha monografia foi sobre a série).

Então, obrigada, Darlton.

Foi uma jornada e tanto.

@lucianamangas

Vou começar logo dizendo que o 6×10 – The Package não me empolgou. Talvez porque episódios focados no Jin e na Sun nunca são uma Brastemp e normalmente são aqueles famosos fillers. Então, quando eu soube que o episódio era dos coreanos, eu já fiquei meio com o pé atrás. Sabe essa aversão que muita gente tem pelos episódios da Kate? Pois é, eu tenho pelos episódios dos Kwon. Não que eu não goste deles. Longe disso! Mas a Sun e o Jin são coadjuvantes que simplesmente não convencem como protagonistas.

Lembrando, é claro, que isto é apenas a minha humilde opinião e se você gostou do episódio, por favor, pode me contar suas razões que eu sou toda ouvidos.

Vamos aos pontos importantes.

Flashsideways:

  • Sun e Jin são liberados no aeroporto de Los Angeles, mas a grana que o Jin trazia (25 mil dólares!) é confiscada na alfândega.
  • Descobrimos que eles não são casados, mas tem um caso escondido do pai dela. Jin trabalha para o Mr. Paik. Sun sugere que eles fujam para poderem ficar juntos.
  • Keamy é o cara para quem Jin tinha que entregar a encomenda e não fica feliz quando o coreano só entrega o relógio sem a grana.
  • Patchy (Mikhail Bakunin, o cara sem olho, lembram?) trabalha para Keamy, tem dois olhos saudáveis e ajuda na tradução do coreano para o inglês.
  • Sun não fala inglês, aparentemente, mas Patchy a leva ao banco para tentar recuperar a quantia perdida na alfândega. Lá, ela descobre que seu pai zerou e cancelou a sua conta.
  • Patchy, então, a leva para o restaurante onde Keamy havia levado Jin (onde o Sayid matou toooodo mundo, lembram?). Antes de ir lidar com o Sayid, Keamy diz a Jin que o Mr. Paik sabia que ele estava tendo um caso com a Sun e que os 25 mil dólares eram o pagamento para ele eliminar o Jin.
  • Sayid dá um canivete para Jin se soltar e vai embora. Finalmente livre, Jin luta com Patchy e a arma que ele estava segurando dispara duas vezes: uma acerta o olho do Patchy (e essa cena foi muito legal. Não a violência, mas como tudo continua acontecendo certinho como na outra realidade); a outra infelizmente acerta a Sun na barriga e quando Jin corre para socorrê-la, ela revela que está grávida.

 

Ilha:

 

  • A Sun está mega estressada. Manda até o Jack calar a boca e ir embora quando ele a encontra no pomar.
  • Fake Locke diz para o Jin que para sair da ilha, todos aqueles que estão na lista do Jacob (os nomes que não foram riscados) precisam ir juntos. Jin diz que ainda não encontrou a Sun e Fake Locke responde que ele está resolvendo esta questão.
  • Sayid fala para Fake Locke que não tá tintindo nada e o HdP lhe diz que talvez seja melhor assim.
  • Fake Locke procura Sun, diz que o Jin está do lado dele e se oferece para levá-la até seu marido. Ela, obviamente, não acredita e sai correndo. Na fuga desvairada pela floresta, Sun dá de cabeça em uma árvore. Ben a encontra, mas adivinha, ela não consegue mais falar inglês. Ela entende, mas quando tenta falar só sai coreano.
  • Richard volta com Hurley com o ânimo renovado e um novo plano: vamos todos destruir o avião da Ajira Airways. Sun se revolta com ele em coreano e a cena é até engraçada.
  • Enquanto isso, do outro lado da ilha, o grupo de Widmore ataca todos com tranqüilizantes e seqüestram Jin. O motivo eu não entendi até agora.
  • Claire pergunta para Locke sobre os candidatos irem embora juntos da ilha e diz que já que o nome dela não está na lista mais, então ele não precisa dela. Fake Locke insiste veementemente que ele precisa dela SIM. Claire então pergunta se o nome da Kate está na lista e Locke diz que não, mas ele precisa da Kate para conseguir os outros candidatos. Mas depois disso, tudo pode acontecer. Ou seja, ele praticamente deu permissão para a Claire matar a minha Kate querida. Filho da p*ta!
  • Locke recruta Sayid para uma nova missão e os dois vão até a outra ilha. Lá, Fake Locke encontra com Widmore, que diz que não tem idéia do que ele está falando ao ser perguntado sobre o paradeiro do Jin. É importante lembrar que não vemos o Sayid em nenhum momento na outra ilha.
  • Zoe (braço-direito do Widmore) questiona Jin sobre uns mapas de eletromagnetismo da Dharma Initiative, mas o coreano responde que só quer falar com o Widmore.
  • Widmore mostra para Jin a câmera de Sun que ele achou no avião e ele se emociona ao ver as fotos da filha pela primeira vez. Admito que uma lagriminha escapou durante esta cena. Depois Widmore diz que eles tem que impedir o HdP de sair da ilha, senão o mundo que eles conhecem lá fora e todos que eles amam vão deixar de existir. Jin pergunta como eles farão isso e Widmore diz que vai lhe mostrar o pacote. E adivinha quem é o pacote: DESMOND!! Essa foi a única parte que me empolgou um pouco.

 

Então, acho que cobri os principais pontos. Episódio meio fraco, mas pelo menos avançou um pouco a trama. Mas também, depois do episódio SENSACIONAL da semana passada, ia ser muito difícil superar. Aí eles ainda colocam um episódio Sun/Jin logo depois do epic! Ab Aeterno. Assim fica difícil, né?

Espero que o da semana que vem (Desmond-centric) seja tão epic quanto o do Richard.

Esta semana assistimos à ressurreição do nosso bom e velho Sawyer, o conman que conhecemos lá atrás, na primeira temporada. O oitavo episódio desta temporada, intitulado “Recon”, trouxe uma história bastante sólida, tanto na ilha quanto nos flashsideways. Talvez um pouco mais lenta, se comparada com os últimos episódios.

Minhas primeiras impressões foram:

  • Esses roteiristas realmente adoram dar títulos ambíguos aos episódios. “Recon” pode significar “reconaissance mission” ou missão de reconhecimento, no nosso bom português. Mas também pode vir do verbo em inglês “to con”, que significa enganar, tirar vantagem em cima dos outros. “To recon” seria algo como enganar duas vezes. Ambos os significados caem como uma luva neste episódio.
  • Eu juro que vou tentar deixar o meu lado shipper de fora deste comentário, então vou falar só agora e ficar quieta depois: Skate lives! Pronto, falei.
  • Fake Locke está confundindo a minha cabeça. Ele é bom, ruim, neutro…?
  • Crazy Claire e Crazy Sayid continuam doidinhos, doidinhos…

Falemos da ALT realidade primeiro. No flashsideways tivemos um dos maiores choques até agora porque o ALT Sawyer não existe. Quem existe nesta realidade é o Detetive James Ford e seu fiel escudeiro Detetive Miles Straume. E eu preciso comentar, Sawyer com um distintivo é TUDO.

Mas o que é importante sabermos aqui é que, mesmo sendo um policial, James Ford ainda tem todas as intenções de achar o Mr. Sawyer e matá-lo para vingar os pais.  Teve também a participação da Charlotte – que deveria ter continuado morta na ilha – como possível namorada do Sawyer. Doeu no fundo da minha alma assistir aos dois juntos. Sabe a falta de química que o Jack e a Kate têm? Então, multiplica por mil e vocês vão ter Charlotte e Sawyer. De resto, a outra coisa significativa que aconteceu no flashsideways foi o Detetive Ford acidentalmente capturar a fugitiva Kate Austen.

Já na ilha, Fake Locke e seu exército se reúnem com Sawyer e Jin e montam acampamento na floresta. Fake Locke manda Sawyer em uma missão de reconhecimento na outra ilha, alegando que os sobreviventes do Ajira Flight podem ser potencialmente perigosos. Por isso, ele quer que Sawyer – o melhor mentiroso que ele já viu – vá até lá e ganhe a confiança deles. Só que ao chegar lá, Sawyer descobre que todos os passageiros foram assassinados misteriosamente e encontra com a equipe de Widmore. Antes disso, ele passa pelas jaulas em que ele e Kate ficaram presos na terceira temporada e encontra o vestido que ela usou na época. Depois é capturado pela equipe de Widmore e levado para uma reunião com o próprio.

Uma vez dentro do submarino, Sawyer faz um acordo com Widmore, dizendo que vai voltar para a ilha principal e dizer ao Fake Locke que ele não encontrou ninguém lá e assim, atraí-lo para lá para que Widmore possa matá-lo. Em troca, ele quer uma passagem somente de ida para fora da ilha para ele e para quem mais ele quiser. Widmore fica desconfiado, mas aceita mesmo assim. De volta à ilha principal, Sawyer conta tudo o que aconteceu para o Fake Locke, inclusive do acordo com o Widmore.

Enquanto isso, Claire tenta matar a Kate numa cena que me roubou dois anos de vida pelo susto que eu tomei. Eu não quero que a Kate morra. Não quero, não quero, não quero! Foi bem assustador a Crazy Claire com aquela faca na mão, pronta para cortar a garganta da Kate. Mas aí o Fake Locke interfere e dá uma bronca fenomenal na Crazy Claire e bate nela, dizendo que as ações dela são totalmente inapropriadas. A ironia da cena foi sensacional. Depois ele a manda sentar num banquinho e ficar de cara para a parede, pensando no que ela fez. Ou não. Mas a moral da história foi esta. Ah, e é importante lembrar também que enquanto tudo isso acontecia, Sayid assistia a tudo apaticamente.

Mais tarde, ele encontra a Kate chorando e pede desculpas a ela pelo comportamento da Crazy Claire, dizendo que foi ele quem disse a ela que os Outros haviam seqüestrado o Aaron, pois ela precisava de algo que a mantivesse focada. Kate debocha dele, dizendo que é algo muito bem pensado para um cara morto. Depois, ele a leva até a praia com o pretexto de lhe mostrar para onde ele mandou o Sawyer. Lá, ele explica que ele a entende, pois ele teve uma mãe louca e por isso entende a preocupação da Kate com o Aaron.

No fim do dia, Sawyer encontra Kate e lhe conta todo o seu plano: ele vai deixar o Fake Locke e o Widmore se pegarem na porrada e enquanto eles estão ocupados, vai pegar o submarino e eles – Kate e Sawyer – vão embora da ilha.

Porque dirigir um submarino é a coisa mais fácil do mundo. Valeu, Sawyer.

No geral, um episódio mediano. A história avançou um pouquinho, foi focado sutilmente – ou não – no romance e preparou o terreno para o próximo episódio, que promete ser SENSACIONAL. Mas algo que foi definido é que a guerra está cada vez mais próxima e que vai ser bem intensa. Posso propor um bolão?

Quem vocês acham que vai ser o primeiro a morrer na guerra? O meu voto vai pro Sayid. E vocês?

Sinceramente, eu não sei nem por onde começar.

A única coisa que me vem à cabeça no momento que possa possivelmente descrever o sétimo episódio desta sexta e última temporada é: Agora sim. Esta é a série que eu tanto amo. Os episódios anteriores desta temporada foram apenas o aquecimento.

Porque são episódios assim que me mantiveram fiel a LOST pelos últimos seis anos. “Dr. Linus” trouxe de volta o grande trunfo da série, muito presente nas primeiras temporadas, principalmente na primeira: a habilidade de te emocionar e no segundo seguinte quase te matar de susto para em seguida, te emocionar novamente. O episódio foi simplesmente brilhante do início ao fim e o Michael Emerson… Cara, o Michael Emerson é o meu ídolo. E acabou de garantir o Emmy dele deste ano.

Mas enfim, vamos ao episódio.

Nos flashsideways, Dr. Ben Linus é professor de história européia em uma high school (onde Locke e Arzt também trabalham). Bonzinho, ele lidera um clube de história, para o qual o diretor da escola não dá a mínima e cancela, colocando Ben para supervisionar as detenções. Ben aceita porque ele simplesmente não tem poder nenhum para fazer o contrário.

Em casa, ele toma conta do pai, já bastante idoso e doente. Roger Linus diz que esta não era a vida que ele queria que Ben tivesse – sendo pisado por outros – e que talvez as coisas pudessem ter sido diferentes se eles tivessem ficado na ilha com a Dharma Initiative. O que nos leva a pensar até quando eles ficaram por lá e porque eles foram embora. Lógico que o óbvio seria que eles saíram quando teve a ameaça do incidente e a ilha foi evacuada. Mas se o avião nunca caiu, então os Losties nunca foram para a ilha. E se eles nunca foram para a ilha, como que a bomba de hidrogênio explodiu? O meu raciocínio fez algum sentido? Não?

Enfim, voltando ao flashsideways. Alex é a protegida de Ben e, durante uma aula particular, ela lhe conta que viu o diretor transando com a enfermeira da escola na enfermaria. Ben jura a ela que não vai contar para ninguém, mas logo em seguida pede ajuda a Arzt para hackear a conta de e-mail da enfermeira para poder chantagear o diretor e assim conseguir o cargo dele e o tão sonhado poder. O que ele não contava, no entanto, era que o diretor sabia que seu ponto fraco era Alex, e quando ele ameaça destruir o futuro acadêmico da garota, Ben tira seu time de campo. O que é uma verdadeira ironia, considerando que nesta realidade que ela não é sua filha, ele a protegeu mais.

Na ilha, as coisas estão pretas pro lado do Ben. Ilana descobre que ele matou o Jacob e como o todo poderoso era como um pai para ela é seguro afirmar que ela está possessa. Depois de fugir do Templo e de toda a destruição que o Fake Locke causou, Ilana, Ben, Miles, Frank e Sun voltam à praia onde o acampamento original dos Losties ficava.

Ilana acorrenta Ben a uma árvore e o manda começar a cavar sua própria cova. Uma tarefa um tanto quanto mórbida e que Ben faz o mais devagar possível por razões óbvias. Ele ainda tenta subornar o Miles, que recusa a oferta dizendo que a Nikki e o Paulo estão enterrados ali com mais de oito milhões de dólares em diamantes e que ele não precisa do dinheiro do Ben.

Sem esperanças, ele continua a cavar até que o Fake Locke aparece, o solta e faz uma proposta irrecusável: quando todos forem embora da ilha, Ben ficaria encarregado de protegê-la. Dizendo que ele encontrará uma arma a 200 metros dali para se defender, Fake Locke diz que o aguardará na outra ilha, onde fica a Hydra Station.

Ben foge e Ilana logo vai atrás dele. Quando ela pede para ele atirar logo, Ben apenas pede para se explicar. E aí, meus amigos, foi a melhor cena do episódio e o Michael Emerson é simplesmente brilhante. Eu juro que meu coração se partiu em vários pedacinhos pelo Ben e sua tristeza de ter permitido que sua filha morresse, além da vulnerabilidade que ele apresenta agora sem nenhum poder e sem ninguém que se importe com ele. Foi lindo. Eu fico arrepiada só de lembrar.

Michael Emerson = meu ídolo.

No fim das contas, eles fazem as pazes e voltam para a praia.

Em outra parte da ilha, Hurley e Jack encontram Richard a caminho do Templo. Nosso querido homem eterno os leva ao Black Rock e diz que quer morrer, mas que precisa de ajuda. Quando Hurley pergunta por que ele continua com a mesma aparência de trinta anos antes, Richard diz que Jacob o tocou e com isso lhe deu um dom. Subentende-se a vida eterna. A pegadinha é que ele não consegue se matar, pois este dom não permite e a única forma de ele morrer é se alguém o matar. Por isso ele os levou ao Black Rock, para que um deles acendesse o pavio da dinamite.

Jack, no entanto, sacou a parada toda. Aquele tempo que ele ficou lá olhando para o mar e pensando não foi à toa. Ele entendeu que o Jacob estava os observando desde criança por uma razão e decide ficar com Richard para provar que o mesmo dom que o homem eterno tem, ele também possui e Jacob não os deixaria morrer ali.

E não é que pela primeira vez em muito tempo ele estava certo? O pavio apaga quando a dinamite está prestes a explodir.

Eles voltam à praia e acontece aquele reencontro feliz com o resto do grupo e quando você pensa todos viverão felizes para sempre, eis que surge algo no mar. Eu admito que eu pensei que era fumaça preta, a princípio.

Mas não era.

Era um submarino. E sabe quem estava dentro?

Charles Widmore.

Fade to black.

LOST.

SENSACIONAL. Foi o melhor episódio da temporada até agora e algo me diz que daqui em diante, todos serão assim. Restam apenas nove episódios. Mas este foi brilhante. Nota dez e com louvor.

Ontem à noite depois de assistir, eu estava sem palavras e explodindo de tanta empolgação e curiosidade. Sabe quando foi a última vez que eu me senti assim com Lost? Na season finale da terceira temporada.

Agora sim, a série que eu tanto amo está de volta.

Vocês concordam?

 

 

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Uma coisa que eu aprendi esta semana com Lost é que não dá certo tentar assistir um episódio ao vivo quando se está com sono e já tendo perdido os vinte minutos iniciais. Por mais que eu entendesse o que eles estavam falando, nada fazia sentido na minha cabeça além do fato de que eu queria dormir.

Mas enfim, assisti ao 6×06 – Sundown ontem (sem intervalos e totalmente acordada) e as minhas primeiras impressões foram:

  • A Claire REALMENTE tá piradinha, tadinha.
  • O Sayid está indo pelo mesmo caminho.
  • A Kate é a única pessoa naquela ilha com um fragmento de sanidade. O resto enlouqueceu ou está enlouquecendo.
  • O Fake Locke está com um exército bem grandinho.
  • Eu gostava bastante do Dogen. Pena que só percebi isso quando ele morreu.

Então, vou começar pelos flashsideways. Descobrimos que o Sayid tem contato com a Nadia (amor da vida dele), mas que ela é casada com o irmão dele e tem dois filhos que ADORAM o tio Sayid. O irmão dele fez um empréstimo com um cara que não quer deixá-lo em paz e tenta matá-lo. Mais tarde descobrimos que o cara que estava ameaçando o irmão do Sayid é ninguém menos que o Keamy – aquele doido que fazia parte do time do Widmore e tinha a missão de matar o Ben na quarta temporada, lembram? Então, ele seqüestra o Sayid para ameaçá-lo e ao irmão. Mas, o Sayid vira o Chuck Norris e mata todo mundo. Foi bem legal a cena e provou para nós e para o próprio Sayid que ele realmente é um assassino, não importa o quanto ele tente negar isso. Ah, e no fim, ele escuta alguém gritando no lugar que ele estava e descobre que é o Jin! WTF?!

Toda essa história aconteceu refletindo o que estava acontecendo na ilha. Sayid procura o Dogen e exige uma explicação sobre toda a história da pílula e porque eles o salvaram para depois tentarem matá-lo. Dogen explica que o aparelho que ele usou no Sayid é uma balança do bem e do mal. E o teste do nosso Chuck Norris/MacGyver iraquiano pesou pro lado errado. Sayid diz que ele é um homem bom e Dogen o expulsa do Templo, dizendo que se ele encontrar com o Fake Locke era para enfiar a adaga no coração dele e não podia permitir que ele falasse com ele.

Nesse meio tempo, a Claire invade o Templo, é capturada e diz que o Fake Locke quer falar com o Dogen. Por isso, o japa manda o Sayid atrás do Fake Locke (eu disse que eu tava com sono!). Enfim, na floresta o iraquiano encontra com a Kate e diz para ela voltar para o Templo. Lá ela encontra com a Crazy Claire e conta pra ela que foi ela quem levou o Aaron embora. Crazy Claire faz cara de muito crazy ao receber a notícia. Cada vez mais, eu estou com medo pela vida da Kate. Isso não vai terminar bem…

Enquanto isso, na floresta, Sayid encontra o Fake Locke e comete o erro de deixá-lo falar primeiro. Mesmo assim o iraquiano enfia a adaga no Locke, que calmamente a arranca do peito. Foi bem epic essa cena. Daí ele promete mundos e fundos pro Sayid e o manda de volta pro Templo com uma mensagem de que eles têm até o pôr do sol para decidir se eles vão se juntar a ele ou permanecer no Templo. Com o pequeno detalhe de que quem permanecer no Templo, ele mata.

Dogen explica a Sayid como veio parar na ilha (por causa do Jacob, como a grande maioria) e o iraquiano não sente pena nenhuma do drama do japa e o afoga naquela piscina/fonte/o que quer que seja. Lennon testemunha o assassinato e logo depois segue o mesmo destino. Foi triste. Eu gostava deles.

Aí com o Dogen morto, o Fake Locke (na forma da nossa querida fumaça preta) invade o templo e mata toooodo mundo. Nesse meio tempo, a Ilana, o Frank, a Sun e o Ben invadem o Templo também e conseguem resgatar o Miles. A Kate se separou dele quando foi buscar a Claire e acabou ficando por lá junto com a doidinha.

No fim, Sayid lidera a saída do Templo com a Crazy Claire e uma Kate muito confusa para encontrar com o Fake Locke e seu exército, que agora quadruplicou.

Fade to Black.

LOST

No geral, foi um episódio EPIC. Admito que o início não me empolgou muito (não sou fã dos flash-whatever do Sayid) mas da metade pro fim, eu nem respirava! E agora está mais do que definido que vai haver uma guerra e o lado do Jacob tem que se espertar pra vida porque o Fake Locke tá frenético! Acho que de agora em diante vai ser episódio EPIC atrás de episódio EPIC.

O que vocês acharam?

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Minhas primeiras impressões depois de assistir o episódio desta semana intitulado “Lighthouse” foram:

 

  • Jack garantiu sete anos de azar por cada espelho que ele quebrou. E se eu não me engano foram três, então ele vai estar um tanto quanto desprovido de sorte nas próximas duas décadas.
  • Eu realmente adoro o Hurley. A quantidade de falas clássicas que ele teve neste episódio foi sensacional.
  • Papai Jack é um cara legal. Eu gosto dele.
  • O Jack quase me fez gostar dele de novo. Quase.
  • O tema do episódio foi espelhos e ficou ainda mais claro que uma realidade reflete a outra de alguma forma.
  • O segredo dos números foi revelado.
  • A Claire pirou na batatinha e é BFF do Fake Locke.

 

 

Mas enfim, e o episódio, né? Eu gostei. Não foi o melhor episódio do mundo – achei que o da semana passada foi melhor – mas para um episódio do Jack foi bem legal. E olha que eu não suporto o Jack e quero que ele morra o mais rápido possível, mas ele estava até agradável durante a maior parte do episódio.

 

Como de costume, três histórias diferentes foram contadas. Na ilha, Claire salva o Jin dos Outros e diz que ficou na floresta este tempo todo. Ela acaba capturando um dos Outros que estava se fingindo de morto e o interroga sobre o paradeiro de seu filho. A princípio eu fiquei confusa porque ela abandonou o pobre do Aaron e agora ela está achando que ele foi seqüestrado pelos Outros? Rosseau style total!

 

Mas aí o Jin vai e fala que a Kate é quem estava com o Aaron este tempo todo e que ela o levou embora da ilha. O que realmente não foi uma boa idéia, considerando que Crazy Claire realmente está louca de pedra. Ela mata o Outro que havia capturado e Jin diz que estava mentindo e que o Aaron realmente está no Templo e que ele pode ajudá-la a entrar lá.

 

Confuso, mas uma boa idéia porque Claire fala que se a Kate realmente tivesse levado o Aaron, ela a mataria. E considerando que a Kate está andando pela floresta procurando a Crazy Claire, é uma ótima idéia levar Rosseau versão 2.0 para bem longe da minha fugitiva preferida. Porque, ao contrário de muita gente, eu não quero que a Kate morra. Pronto, falei. Ah, e no final o Fake Locke aparece e a Crazy Claire o apresenta como o amigo dela.

 

Então, contabilizando os recrutas do Fake Locke: Claire, Sawyer e Sayid (talvez).

 

Em outra parte da ilha, Jacob encarrega o Hurley de levar o Jack a um farol dizendo que alguém está vindo para a ilha e o farol ligado vai ajudá-los a encontrá-la. E o detalhe mais importante é que o Jack tem que ir. Quando eles chegam lá, o farol é composto de espelhos e o Hurley, seguindo ordens do todo poderoso Jacob, tem que colocar os espelhos em 108º. Enquanto Hurley está girando os espelhos Jack vê algumas imagens neles e, quando olha para baixo, vê que cada grau está ligado a um nome. E o seu está ligado ao número 23 e quando o espelho está a 23º mostra a casa em que Jack cresceu.

 

Isso prova que o Jacob estava vigiando todos os candidatos desde crianças. Outro detalhe importante é que o nome da Kate está na lista e NÃO está riscado. E já que toda a temática do episódio – da temporada, né? – é espelho e reflexos, o número da Kate é 51, o reflexo exato do número do Sawyer. Pode não significar nada, mas que é legal é.

 

Aí dá a louca no Jack e ele quebra TUDO! E aí eu voltei a odiá-lo. Idiota. Depois, Jacob diz a Hurley que o Jack tem uma missão importante na ilha e ele precisava que o médico entendesse o quanto ele é importante.

 

Aliás, pra que não deus as caras em cinco temporadas, o Jacob está mega sociável agora, né não?

 

No flashsideways, o Jack continua sem encontrar o corpo do pai, mas isso não foi o foco deste episódio. O importante é que nesta nova realidade o Jack é papai. E de um adolescente. A história foi muito legal e o Jack foi tão agradável que eu quase virei fã de Papai Jack. David, seu filho, não o vê muito e eles não se dão muito bem. Mas no final das contas eles fazem as pazes e foi tão bonitinho.

 

Agora a pergunta que não quer calar é quem é a mãe do moleque. Eu estou apostando na Juliet. E vocês?

 

No geral, episódio muito bacana, com algumas respostas. Agora, a questão dos números só foi resolvida parcialmente pra mim. Tá, explicou porque cada um estava ligado a um número. Mas não explicou porque esses números eram importantes na escotilha. Ou porque são supostamente amaldiçoados. Será que eu estou pedindo demais?

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Título original: My sister’s keeper

Elenco: Cameron Diaz, Abigail Breslin, Alec Baldwin, Joan Hart, Sofia Vassilieva e Jason Patric

Direção: Nick Cassavetes

Baseado no livro “My sister’s keeper” de Jodi Picoult, o filme de mesmo título conta a história de uma família e a luta contra a leucemia. Anna Fitzgerald (Abigail Breslin)  é a irmã mais nova de Kate (Sofia Vassilieva), que tem leucemia recorrente desde muito pequena. Anna foi concebida especificamente para ser a doadora perfeita para a sua irmã. No entanto, aos onze anos, quando Kate está com leucemia terminal, Anna vai a um advogado (Alec Baldwin) e pede que ele a represente no tribunal para pedir sua emancipação médica, pois ela está cansada de servir de cobaia para os médicos a favor de sua irmã.

O enredo básico gira em torno disso. No entanto, a história da família é contada do ponto de vista de cada membro: do pai (Jason Patric), da mãe (Cameron Diaz), do irmão Jesse (Evan Ellingson), da própria Kate e da caçula Anna.

A história é tão singela e verdadeira e retrata tão perfeitamente a luta e a dor desta família na luta contra o câncer, que é impossível não se emocionar. Com um fim surpreendente, é um filme que mostra a união de uma família nas horas boas e ruins. Agora, é bom preparar os lenços porque se você tem coração de manteiga igual a mim, você vai chorar do início ao fim da história. 

Mas vale muito, muito a pena. A Cameron Diaz – que eu estava acostumada a ver apenas em papéis bobinhos de comédias românticas – surpreende neste filme. Além dela, a pequena Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine, 2006) dá um show, como sempre. O amor que ela demostra pela irmã, em sua interpretação da independente Anna Fitzgerald é emocionante.

Recomendo e muito. Já está disponível nas locadoras!

Interessou? Então dá uma olhada no trailer:


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