Tudo.ao.mesmo.tempo.agora

Tenho certeza que estou em minoria quando eu digo que o episódio “Everybody loves Hugo” não me empolgou. Antes que vocês joguem pedras, deixem-me explicar. Não é que tenha sido ruim. Pelo contrário, teve momentos muito bons. Mas foram só isso: momentos. Algumas cenas que eu pensei “Nossa, agora vai!” e não foi.

Acho que parte deste meu desapontamento vem da mesma sina que sofreu o 6×10 – The Package: veio logo depois de um episódio sensacional. Eu já sabia que o episódio que sucedesse o brilhante Happily Ever After da semana passada ia ter uma responsabilidade enorme de manter o mesmo nível de tudo, seja ritmo da trama, roteiro, atuação, enfim, tudo. E o episódio do Hurley simplesmente não conseguiu chegar lá. Eu assisti ao episódio ao vivo e acompanhei as discussões durante a exibição do mesmo nos fóruns e eu realmente não consegui entender toda a empolgação dos fãs. Sei lá, vai ver que sou só eu que penso assim.

Não quero chamar este episódio de filler porque ele realmente não foi isso. O filler da temporada foi o episódio da Kate. Mas mesmo assim, Everybody loves Hugo me passou esta sensação. Não um tapa-buraco exatamente, mas apenas uma ponte, assim como The Package.

Claro que avançamos na trama: A Ilana explodiu a la Arzt (o que foi MUITO legal), descobrimos o que são os temidos sussurros da ilha (alguém mais ficou meio, sei lá, desapontado com a explicação? Acho que eu fiquei porque eu esperava diferente do que eu já pensava), tivemos a tão esperada reunião dos dois grupos dos Losties e foi reafirmado que o Desmond é MUITO importante (mesmo parecendo um stalker/assassino nos flashsideways). Ah, e não posso deixar de mencionar as participações especiais de Michael e Libby, é claro.

Mas onde que o episódio nos deixou na trama?

Depois que a Ilana explodiu – que para mim foi uma das cenas mais legais do episódio, porque foi muito deja vu da morte do Arzt – Richard e o resto vão buscar mais dinamite no Black Rock para explodirem o avião. No entanto, Hurley – instruído por Michael – chega lá primeiro e explode o Black Rock, o que quase enlouquece o Richard. Michael lhe disse que se eles explodissem o avião, muita gente ia morrer e o culpado seria o Hurley. Então Hurley dá cabo da única arma que eles tinham e diz que o plano agora é ir conversar com o Fake Locke. Muito paz e amor da parte dele. Isso divide o grupo: Jack, Sun e Frank vão com o Hurley, enquanto Ben e Miles vão com Richard para Dharmaville tentar resgatar algumas granadas. O Jack, aliás, estava bem agradável neste episódio e não me incomodou em nenhum momento. Milagre.

Enquanto isso, Sayid leva Desmond para o Fake Locke, que leva o escocês para dar uma volta na ilha. O passeio deles termina em um poço, onde Fake Locke explica que é um dos pontos de concentração de energia eletromagnética da ilha. Durante a conversa, Locke lhe pergunta por que ele não está com medo e Desmond lhe responde com outra pergunta: para que ter medo? A conversa termina com Des no fundo do poço – literalmente – e a prova de que o Fake Locke tem pânico do Desmond e que Widmore realmente está certo em dizer que o escocês é a única esperança. Pelo menos foi o que eu entendi.

Michael revela o mistério dos sussurros da ilha: são as pessoas que morreram lá e não conseguiram seguir em frente. Whatever.

Enquanto isso, nos flashsideways, Hurley, o cara mais sortudo do mundo, encontra Libby por acaso em um restaurante. Só que ela é louca – literalmente, já que ela mora num hospício – e vem com um papo muito estranho de que eles já se conhecem. Hurley fica desapontado quando descobre que a mulher linda que está dando em cima dele é louca, mas Desmond está lá para salvar o dia e encorajá-lo a procurá-la novamente.

Libby conta que levava uma vida normal, quando um dia viu um comercial do Hurley na TV e desde então começou a se lembrar de uma outra vida, onde ela esteve em um acidente aéreo. Hurley acha que ela é louca até que ela o beija e ele começa a se lembrar de tudo também. Ah, o amor!

A última cena do episódio, entretanto, foi um tanto quanto intrigante. Desmond fica de tocaia na frente da escola em que Ben, Arzt e Locke trabalham até que o pobre John Locke, em sua cadeira de rodas, sai do prédio e tenta atravessar a rua. Aí sabe o que o Desmond faz, o louco? Ele atropela o Locke e vai embora! Como se a vida do John não fosse ferrada o suficiente!

Maaaas, eis que acontece uma coisa estranha nesta cena. Eu tive a impressão de que o close no rosto do Locke pós-acidente foi IDÊNTICO à cena quando o pai dele o empurrou janela abaixo em The Man From Tallahassee na terceira temporada. Poderia ser que esta é uma forma de o destino está se auto-corrigindo? Porque, como vocês devem lembrar, nesta realidade John e o pai aparentemente se dão bem, já que a Hellen queria convidá-lo para o casamento. Talvez Locke tinha que passar por esta experiência de quase-morte de qualquer forma.

Ou eu estou viajando e o Desmond só queria que Locke sentisse o que ele sentiu. Mesmo assim… foi tudo muito estranho.

Estão vendo o que eu quis dizer? Não é que o episódio tenha sido ruim. Ele teve seus momentos. E só.

Mas sinceramente, depois do fenomenal Happily Ever After seria muito difícil que um episódio do Hurley chegasse aos pés dele – sem nenhuma ofensa ao Hurley, é claro. Mas convenhamos que a maioria esmagadora dos episódios icônicos (tirando as season finales) são do Desmond, do Locke e do Jack.

 

 

Novamente, eu não sei por onde começar. Claro que minhas expectativas já estavam lá no alto antes de assistir ao episódio desta semana, intitulado Happily Ever After, por ser um Desmond-centric (os dois anteriores The Constant e Flashes Before Your Eyes estão entre os melhores da série) e realmente este não decepcionou. Foi tão absurdamente sensacional que eu fiquei olhando para a tela do computador durante uns cinco minutos depois que o episódio acabou com o sorriso mais besta no rosto.

O episódio em si é quase como se fosse um flashsideways gigante, então vou contar o que aconteceu na ilha rapidinho antes de começar a análise da parte mais importante.

Desmond acorda e Charles Widmore lhe conta que ele foi levado de volta para a ilha para fazer algo muito, muito importante e que se ele não fizer todos, inclusive a Penny e o pequeno Charlie deixarão de existir. Des, é claro, surta e ataca Widmore, mas logo é contido pelos seus capangas. Widmore diz a Zoe que irá fazer o teste logo e que é para ela levar o Jin para lá para que o coreano entenda o que está acontecendo.

O teste que eles estão querendo fazer no Desmond nada mais é do que encher o pobre de energia eletromagnética. Caso ele sobreviva – como Widmore espera que seja o caso – Des será essencial para salvar a todos.

Pois então, Desmond desmaia e a próxima cena que vemos é ele no aeroporto pegando as malas. Nesta realidade, nosso querido escocês tem a vida perfeita: um ótimo trabalho, muito dinheiro e viaja o mundo inteiro. Tudo isso por ser o braço direito de ninguém menos que Charles Widmore. E eles se adoram aparentemente. A cena dos dois se cumprimentando e tomando whisky juntos como velhos amigos é BIZARRA.

Widmore tem uma missão para Desmond. Seu filho Daniel (!!!) é músico e fará uma apresentação com a banda Drive Shaft em um baile beneficente que a Sra. Widmore está organizando. No entanto, o baixista da banda, Charlie Pace, foi preso por posse de heroína e Widmore precisa que Desmond vá buscá-lo na prisão e fique de babá até o show.

Charlie, no entanto, vem com um papo super estranho. Ele conta que quando ele estava para morrer no avião após ter se engasgado com a heroína, ele viu o amor. E não foi qualquer amor, não. Foi aquele de pirar a cabeça e ele apareceu na forma de uma mulher loira linda e ele sabia que eles estavam juntos e tudo era lindo… até que um idiota o salvou e ele acordou. Mas o que importa é que Charlie sentiu que as coisas podem ser diferentes de alguma forma.

Desmond obviamente acha que ele está louco e o ignora até que, no trajeto para o hotel, Charlie assume a direção do carro e os joga no mar (aquilo era uma baía ou algo do tipo, né?). Quando Desmond está tentando tirar Charlie do carro submerso, de repente tem uma visão da inesquecível última cena do Charlie na terceira temporada, quando o roqueiro escreveu em sua mão Not Penny’s boat (Não é o barco da Penny). Foi brilhante. Eu admito que tomei um susto na hora e foi justamente neste momento que o episódio que já estava ótimo passou a ser SENSASIONAL para mim.

Os dois são levados para o hospital e durante uma ressonância magnética, Desmond tem várias visões de sua vida com a Penny e entra em pânico, interrompendo o exame. No saguão do hospital, ele encontra com Jack e pede ajuda para encontrar Charlie, que não é necessária, pois o roqueiro surge do nada, tentando fugir do hospital. Quando Des alcança o Charlie, ele pede para ver suas mãos, constatando que o que ele teve foi realmente uma visão. Charlie, no entanto, fica animado que Desmond também sentiu o que ele havia sentido no avião e o incentiva a procurar Penny.

Aí chegamos à parte crítica e essencial do episódio. Widmore manda Desmond ir falar pessoalmente com a Sra. Widmore sobre o cancelamento do show. Lá ele encontra Eloise Widmore. Eu tive uma impressão muito absurda de que ela já sabia quem ele era antes de ele se apresentar.

Ela o despachá-lo sutilmente, dizendo que não tinha nenhum problema que o show havia sido cancelado, e Desmond caminha em direção à saída. Só que quando ele passa por um grupo que estava conferindo a lista de convidados, ele escuta o nome da Penny e pede para ver a lista. Eloise, que estava por perto, surta e diz que ele não pode ver a lista de jeito nenhum e que ele deve parar de procurar o que ele está procurando, pois isto é uma violação. Eloise afirma ainda que Desmond já tem aquilo que ele sempre buscou – a aprovação de Widmore. Quando Desmond como que ela sabe o que ele está procurando, ela diz que apenas sabe e que ele ainda não está pronto.

Desmond vai embora confuso – assim como todos nós estávamos a esta altura – mas é interrompido por Daniel, que lhe pergunta se ele acredita em amor à primeira vista. Des fica mais confuso ainda e Daniel lhe conta que viu uma mulher ruiva em um museu há poucas semanas e sentiu como se ele já amava há muito tempo. Nesta mesma noite, ele acordou e escreveu uma equação absurdamente complexa em seu caderno. Sendo músico, Daniel obviamente não sabia do que se tratava, mas um amigo da área lhe explicou que era uma equação de mecânica quântica, que apenas quem havia estudado física a vida inteira teria condições de pensar. Dan, então, pergunta se talvez esta realidade que eles estão vivendo não é a certa. E se eles fizeram algo para mudar radicalmente?

Aí quando nosso cérebro está prestes a implodir de tanta informação, Daniel explica toda aquela história da temporada passada, da liberação de uma enorme quantidade de energia, da bomba atômica e tudo mais. Desmond pergunta se ele quer explodir uma bomba atômica. Daniel diz que não. Ele acha que a bomba já explodiu. Aí quando a nossa cabeça e a do Desmond está girando, Daniel diz que sabe onde e quando ele pode encontrar a Penny.

E adivinha onde ele a encontra? Naquele estádio onde ele encontrou com Jack há não sei quantos anos atrás. Só que desta vez quem está treinando é a Penny. Ele se apresenta, eles trocam um aperto de mão e nós voltamos para a ilha. Desmond acorda com um sorriso bobo no rosto e diz a Widmore que está de acordo com a missão de salvar o mundo. Quando ele está sendo levado para outro lugar, eis que Sayid/Chuck Norris aparece, mata todos, manda a Zoe correr e seqüestra o Desmond, que vai por livre e espontânea vontade, ainda com aquele sorriso bobo.

Aí quando você pensa que o episódio acabou, não acabou, nãããão! Nós voltamos para a realidade alternativa e descobrimos que Desmond desmaiou ao apertar a mão de Penny. Rola aquele clima e eles combinam de se encontrar em uma hora para um café. Des volta todo sorridente para o carro e pede ao seu motorista – George Minkowski, o oficial de comunicações do barco do Widmore na quarta temporada, lembram? – a lista de passageiros do vôo da Oceanic. Quando George pergunta para que ele quer esta lista, Desmond diz que precisa lhes mostrar uma coisa.

LOST

Vamos todos concordar que o episódio foi EPIC? As realidades estão se misturando e eu tinha certeza que quem ia dar esse passo de mostrar para todos era o Desmond. Sabem por quê? O Daniel falou que as regras não se aplicam a ele. Eu não sei como que vai ser nos próximos episódios, mas que esta reta final está prometendo, ah isso tá!

Outra coisa, foi confirmado que este episódio revelou o tema da série: o amor. Cafona ou brilhante? O que vocês acham?

Vou começar logo dizendo que o 6×10 – The Package não me empolgou. Talvez porque episódios focados no Jin e na Sun nunca são uma Brastemp e normalmente são aqueles famosos fillers. Então, quando eu soube que o episódio era dos coreanos, eu já fiquei meio com o pé atrás. Sabe essa aversão que muita gente tem pelos episódios da Kate? Pois é, eu tenho pelos episódios dos Kwon. Não que eu não goste deles. Longe disso! Mas a Sun e o Jin são coadjuvantes que simplesmente não convencem como protagonistas.

Lembrando, é claro, que isto é apenas a minha humilde opinião e se você gostou do episódio, por favor, pode me contar suas razões que eu sou toda ouvidos.

Vamos aos pontos importantes.

Flashsideways:

  • Sun e Jin são liberados no aeroporto de Los Angeles, mas a grana que o Jin trazia (25 mil dólares!) é confiscada na alfândega.
  • Descobrimos que eles não são casados, mas tem um caso escondido do pai dela. Jin trabalha para o Mr. Paik. Sun sugere que eles fujam para poderem ficar juntos.
  • Keamy é o cara para quem Jin tinha que entregar a encomenda e não fica feliz quando o coreano só entrega o relógio sem a grana.
  • Patchy (Mikhail Bakunin, o cara sem olho, lembram?) trabalha para Keamy, tem dois olhos saudáveis e ajuda na tradução do coreano para o inglês.
  • Sun não fala inglês, aparentemente, mas Patchy a leva ao banco para tentar recuperar a quantia perdida na alfândega. Lá, ela descobre que seu pai zerou e cancelou a sua conta.
  • Patchy, então, a leva para o restaurante onde Keamy havia levado Jin (onde o Sayid matou toooodo mundo, lembram?). Antes de ir lidar com o Sayid, Keamy diz a Jin que o Mr. Paik sabia que ele estava tendo um caso com a Sun e que os 25 mil dólares eram o pagamento para ele eliminar o Jin.
  • Sayid dá um canivete para Jin se soltar e vai embora. Finalmente livre, Jin luta com Patchy e a arma que ele estava segurando dispara duas vezes: uma acerta o olho do Patchy (e essa cena foi muito legal. Não a violência, mas como tudo continua acontecendo certinho como na outra realidade); a outra infelizmente acerta a Sun na barriga e quando Jin corre para socorrê-la, ela revela que está grávida.

 

Ilha:

 

  • A Sun está mega estressada. Manda até o Jack calar a boca e ir embora quando ele a encontra no pomar.
  • Fake Locke diz para o Jin que para sair da ilha, todos aqueles que estão na lista do Jacob (os nomes que não foram riscados) precisam ir juntos. Jin diz que ainda não encontrou a Sun e Fake Locke responde que ele está resolvendo esta questão.
  • Sayid fala para Fake Locke que não tá tintindo nada e o HdP lhe diz que talvez seja melhor assim.
  • Fake Locke procura Sun, diz que o Jin está do lado dele e se oferece para levá-la até seu marido. Ela, obviamente, não acredita e sai correndo. Na fuga desvairada pela floresta, Sun dá de cabeça em uma árvore. Ben a encontra, mas adivinha, ela não consegue mais falar inglês. Ela entende, mas quando tenta falar só sai coreano.
  • Richard volta com Hurley com o ânimo renovado e um novo plano: vamos todos destruir o avião da Ajira Airways. Sun se revolta com ele em coreano e a cena é até engraçada.
  • Enquanto isso, do outro lado da ilha, o grupo de Widmore ataca todos com tranqüilizantes e seqüestram Jin. O motivo eu não entendi até agora.
  • Claire pergunta para Locke sobre os candidatos irem embora juntos da ilha e diz que já que o nome dela não está na lista mais, então ele não precisa dela. Fake Locke insiste veementemente que ele precisa dela SIM. Claire então pergunta se o nome da Kate está na lista e Locke diz que não, mas ele precisa da Kate para conseguir os outros candidatos. Mas depois disso, tudo pode acontecer. Ou seja, ele praticamente deu permissão para a Claire matar a minha Kate querida. Filho da p*ta!
  • Locke recruta Sayid para uma nova missão e os dois vão até a outra ilha. Lá, Fake Locke encontra com Widmore, que diz que não tem idéia do que ele está falando ao ser perguntado sobre o paradeiro do Jin. É importante lembrar que não vemos o Sayid em nenhum momento na outra ilha.
  • Zoe (braço-direito do Widmore) questiona Jin sobre uns mapas de eletromagnetismo da Dharma Initiative, mas o coreano responde que só quer falar com o Widmore.
  • Widmore mostra para Jin a câmera de Sun que ele achou no avião e ele se emociona ao ver as fotos da filha pela primeira vez. Admito que uma lagriminha escapou durante esta cena. Depois Widmore diz que eles tem que impedir o HdP de sair da ilha, senão o mundo que eles conhecem lá fora e todos que eles amam vão deixar de existir. Jin pergunta como eles farão isso e Widmore diz que vai lhe mostrar o pacote. E adivinha quem é o pacote: DESMOND!! Essa foi a única parte que me empolgou um pouco.

 

Então, acho que cobri os principais pontos. Episódio meio fraco, mas pelo menos avançou um pouco a trama. Mas também, depois do episódio SENSACIONAL da semana passada, ia ser muito difícil superar. Aí eles ainda colocam um episódio Sun/Jin logo depois do epic! Ab Aeterno. Assim fica difícil, né?

Espero que o da semana que vem (Desmond-centric) seja tão epic quanto o do Richard.

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas pela demora deste post. A semana foi super corrida e eu nem tive tempo ou disposição para assistir o episódio duas vezes como sempre faço antes de fazer esta review. Então, vamos ter que confiar na minha memória.

Com isso dito, MEU DEUS, que episódio foi esse?!

Porque o 6×09 com o título Ab Aeterno foi um episódio totalmente fora dos padrões. Focalizado no nosso querido homem eterno Richard Alpert, Ab Aeterno finalmente revelou o passado de Richard, como ele foi parar na ilha, há quantos anos ele está lá e como ele virou braço direito do Jacob. E de quebra, ainda descobrimos o que a ilha realmente representa! Sinceramente, não quero ouvir um pio daqueles que reclamam, gritam e esperneiam pela falta de respostas.

Na verdade, este episódio me lembrou bastante o Flashes Before My Eyes da terceira temporada. O formato foi mais ou menos o mesmo, pois tivemos uma introduçãozinha e depois um mega flashback (e eu admito que estava com saudade dos FB!) e depois um finalzinho no tempo presente. Aliás, finalzinho, não! FINALZÃO!

Mas então, o episódio começa com um mini flashback da Ilana, onde revemos aquela cena em que o Jacob a visita num hospital. Só que desta vez, vimos a cena completa e Jacob lhe diz que ela precisa proteger os candidatos que restam e que se algo acontecer com ele, Richard saberá o que fazer. Depois disso, voltamos ao presente onde vemos o Richard dá a louca e diz que eles estão todos mortos, que a ilha é o inferno e que o Jacob era um louco varrido e vai embora batendo o pé. Tá bom, então, né.

Com isso, vamos ao FB do nosso homem eterno com lápis de olho permanente. Ricardo Alpert vivia nas Ilhas Canárias, em 1867, com sua mulher, Isabella. No entanto, Isabella estava muito doente e Richard vai em busca de socorro, que fica a meio dia de distância a cavalo. Isabella lhe dá uma correntinha com uma cruz de ouro para ajudar no pagamento do médico. Só que quando Richard encontra o médico, este é um filho da p*ta e se recusa a ir ver Isabella, além de dizer que o que o pobre do Richard tinha não iria cobrir as despesas do remédio. Richard se irrita, tenta arrancar o medicamento da mão do médico e na briga acaba sem querer matando o médico charlatão.

Como não podia fazer nada por ele e já estava com o remédio na mão, Richard volta o mais rápido possível para casa, mas era tarde demais. Isabella morreu enquanto ele estava buscando ajuda. Arrasado, ele acaba sendo preso pelo assassinato do médico. Na prisão ele encontra um padre ridículo, que se recusa a absolvê-lo de seus pecados, dizendo que ele vai para o inferno. Mas, eis que aparece um oficial inglês, que o compra para trabalhar no navio Black Rock de um tal de Magnus HANSO (antepassado do Alvar Hanso, patrocinador da Dharma Initiative, lembram?), e acaba o salvando da forca.

Uma vez no Black Rock, Richard e os outros escravos estão acorrentados ao navio e enfrentam uma tempestade bizarra, que acaba jogando a embarcação no meio da ilha depois de ser pega em um tsunami. Aliás, este tsunami também foi responsável pela destruição da estátua de Taweret, onde o Jacob mora.

Depois da tempestade, restam poucos sobreviventes no navio. O oficial inglês, que havia comprado o Richard nas Ilhas Canárias resolve matar todos os escravos, mas quando chega à vez de Richard, nosso querido Smokie aparece para salvá-lo. Então, com todos mortos, Richard fica ali ainda acorrentado ao navio. Aí começa uma seqüência do sofrimento dele para tentar se soltar sem sucesso. E aí está a minha única crítica ao episódio. Precisava ter feito esta montagem tão longa do pobre sofrendo? Se tivessem cortado pela metade, ainda faria sentido e o episódio não teria estourado o tempo, como estourou em 9 minutos.

Mas enfim, eis que o Homem de Preto aparece para salvá-lo. Admito que esta cena me surpreendeu porque eu realmente estava esperando o Jacob. E aqui, eu tiro o meu chapéu para o Nestor Carbonell porque a atuação dele foi impecável. Não só aqui, mas no episódio inteiro. Mas nesta cena em particular, ele foi sensacional. Quando ele tenta falar e a voz dele não sai direito, nossa, foi de partir coração. Ah, é importante lembrar que enquanto ele estava preso no Black Rock, a Isabella apareceu para ele e lhe disse que eles estavam mortos e que ali era o inferno. Daí logo depois o Smokie supostamente a pega e era uma vez a Isabella de novo. Aí sim, o Homem de Preto aparece, o solta, dá água para ele e confirma que ali realmente é o inferno e que o diabo capturou Isabella. Richard diz que fará qualquer coisa para resgatar sua mulher e o HdP diz que ele tem que matar o diabo, mas que para fazer isso ele tem que enfiar uma adaga no coração dele e sob nenhuma hipótese, ele pode deixar o “diabo” falar.

Agora, essa parte realmente me confundiu, pois estas foram as mesmas instruções que o Dogen deu ao Sayid para matar o Fake Locke; até a adaga era a mesma. Então, tanto o Jacob como o Fake Locke só podem ser mortos desta forma? Muito confuso.

Mas enfim, Richard vai até a estátua e lá rola uma briga muito tensa entre ele e o Jacob, que aliás dá muita porrada no pobre do Ricardo. Foi muito legal vê-lo assim, sem aquela calma e compostura toda que lhe é tão peculiar. Quando Richard diz que a ilha é o inferno e que ele está morto, Jacob o pega e o joga no mar, segurando sua cabeça debaixo d’água até o Richard admitir que ele está vivo e quer continuar assim. Foi muito, muito legal essa cena.

Aí eles sentam e conversam um pouco. Jacob pega uma garrafa de vinho e explica que o vinho é como se fosse uma entidade do mal, que fica presa ali dentro. A ilha age como a rolha da garrafa, não permitindo que esta entidade saia e se espalhe pelo resto do mundo. Então, traduzindo: o Fake Locke é a tal entidade do mal e a ilha não permite que ele saia. Ou talvez a presença do Jacob não permita que ele saia. Não sei. O que interessa é que finalmente foi explicado o que diabos é esta ilha!

Jacob então diz que o HdP acredita que todos os seres humanos são corruptíveis e que, cedo ou tarde, serão influenciados pelo mal. O que o Jacob faz é trazer algumas pessoas para a ilha e lhes dar uma segunda chance – onde o passado deles não importa – e permitir que eles façam suas escolhas por conta própria na ilha, sem nenhuma interferência de terceiros, para provar para o HdP que o ser humano é fundamentalmente uma criatura moral. Mas aí o Richard diz que se ele não interferir, o HdP vai interferir no lugar dele. Por isso, Jacob lhe faz uma proposta: ser o seu representante junto às pessoas que ele traz para a ilha. Em troca, ele lhe concede vida eterna. É bom atentar para o fato de que Jacob não pode trazer os mortos de volta à vida e não pode absolver os pecados – duas coisas que Richard lhe pediu antes de pedir a vida eterna.

Pois então, Jacob manda o Richard entregar a tal da pedra branca para o HdP, que lhe diz que se qualquer dia ele mudar de idéia, a proposta ainda está de pé. Por fim, o HdP lhe entrega a corrente com a cruz de Isabella, que Richard enterra.

De volta ao presente, Richard volta ao local onde havia enterrado a correntinha e a recupera. E depois começa a gritar se a proposta do HdP ainda está de pé, mas é interrompido pela chegada de Hurley, que esteve conversando com Isabella este tempo todo e aí rola uma cena tipo Ghost, com o Hurley no papel da Whoopi Goldberg e, assim, foi lindo. Foi triste, também. Quem diria que a história do Richard fosse tão trágica?

Daí o Hurley dá uma última mensagem de Isabella: Richard tem que ajudar a impedir o HdP de sair da ilha, senão todos vão para o inferno.

Por fim, voltamos a 1867, em uma cena muito parecida com aquela primeira cena de The Incident, na temporada passada. Jacob encontra o HdP e comenta sobre a sua tentativa de assassiná-lo. Espero que não joguem pedras, mas eu realmente prefiro o Titus Welliver do que o Terry O’Quinn interpretando o HdP. Ou talvez seja porque são épocas diferentes. Sei lá. Mas prefiro o HdP original, se é que ele é o original.

Mas voltando, o HdP diz que foi porque ele quer ir embora e pede para o Jacob o deixar ir. Jacob diz que não pode fazer isto e Hdp rebate dizendo que vai matá-lo e se alguém o suceder, ele os mata também, até que ele fique livre da ilha.

Jacob o ignora e lhe dá a garrafa de vinho para passar o tempo. Assim que ele vira as costas, o HdP espatifa a garrafa no tronco em que está sentado.

LOST.

Ufa! Demorou, mas chegou!

Se alguém reclamar que não houve respostas neste episódio vai levar uma coça! Ab Aeterno foi cheio de tons religiosos e metáforas. Tudo pareceu muito simbólico, mas de um jeito que nós pudemos entender a grandiosidade do jogo que rola entre o Homem de Preto e o Jacob. Uma coisa que me chamou a atenção foi que o HdP pediu para o Jacob o deixar sair. Isso quer dizer que o Jacob é superior a ele? E outra coisa, nós já vimos manifestações do Smokie fora da ilha, como na quarta temporada em que o Christian apareceu para o Jack no hospital, lembram? Pelo menos, eu presumi que era o Smokie.

Pela internet a fora, muita gente está considerando Ab Aeterno como o melhor episódio desde The Constant (4ª temporada), quisá o melhor de toda a série. Eu achei muito, muito, MUITO bom. Mas melhor que The Constant, eu já não acho, não. Mas no ritmo em que estamos, acho que vamos ter algum episódio que vai barrar o número 1 de Lost até hoje.

O que vocês acham?

O vídeo abaixo mostra um medley dos temas de diversas séries de TV – antigas e atuais – tocado por um cara super talentoso.

Entre as séries apresentadas estão Fresh Prince of Bel Air, Cheers, That 70s Show, True Blood, Friends, Scrubs, entre muitas outras. É sensacional!

Agradeço ao site Ligado em Série por divulgar este vídeo que todo seriemaníaco que se preze deve assistir.

Esta semana assistimos à ressurreição do nosso bom e velho Sawyer, o conman que conhecemos lá atrás, na primeira temporada. O oitavo episódio desta temporada, intitulado “Recon”, trouxe uma história bastante sólida, tanto na ilha quanto nos flashsideways. Talvez um pouco mais lenta, se comparada com os últimos episódios.

Minhas primeiras impressões foram:

  • Esses roteiristas realmente adoram dar títulos ambíguos aos episódios. “Recon” pode significar “reconaissance mission” ou missão de reconhecimento, no nosso bom português. Mas também pode vir do verbo em inglês “to con”, que significa enganar, tirar vantagem em cima dos outros. “To recon” seria algo como enganar duas vezes. Ambos os significados caem como uma luva neste episódio.
  • Eu juro que vou tentar deixar o meu lado shipper de fora deste comentário, então vou falar só agora e ficar quieta depois: Skate lives! Pronto, falei.
  • Fake Locke está confundindo a minha cabeça. Ele é bom, ruim, neutro…?
  • Crazy Claire e Crazy Sayid continuam doidinhos, doidinhos…

Falemos da ALT realidade primeiro. No flashsideways tivemos um dos maiores choques até agora porque o ALT Sawyer não existe. Quem existe nesta realidade é o Detetive James Ford e seu fiel escudeiro Detetive Miles Straume. E eu preciso comentar, Sawyer com um distintivo é TUDO.

Mas o que é importante sabermos aqui é que, mesmo sendo um policial, James Ford ainda tem todas as intenções de achar o Mr. Sawyer e matá-lo para vingar os pais.  Teve também a participação da Charlotte – que deveria ter continuado morta na ilha – como possível namorada do Sawyer. Doeu no fundo da minha alma assistir aos dois juntos. Sabe a falta de química que o Jack e a Kate têm? Então, multiplica por mil e vocês vão ter Charlotte e Sawyer. De resto, a outra coisa significativa que aconteceu no flashsideways foi o Detetive Ford acidentalmente capturar a fugitiva Kate Austen.

Já na ilha, Fake Locke e seu exército se reúnem com Sawyer e Jin e montam acampamento na floresta. Fake Locke manda Sawyer em uma missão de reconhecimento na outra ilha, alegando que os sobreviventes do Ajira Flight podem ser potencialmente perigosos. Por isso, ele quer que Sawyer – o melhor mentiroso que ele já viu – vá até lá e ganhe a confiança deles. Só que ao chegar lá, Sawyer descobre que todos os passageiros foram assassinados misteriosamente e encontra com a equipe de Widmore. Antes disso, ele passa pelas jaulas em que ele e Kate ficaram presos na terceira temporada e encontra o vestido que ela usou na época. Depois é capturado pela equipe de Widmore e levado para uma reunião com o próprio.

Uma vez dentro do submarino, Sawyer faz um acordo com Widmore, dizendo que vai voltar para a ilha principal e dizer ao Fake Locke que ele não encontrou ninguém lá e assim, atraí-lo para lá para que Widmore possa matá-lo. Em troca, ele quer uma passagem somente de ida para fora da ilha para ele e para quem mais ele quiser. Widmore fica desconfiado, mas aceita mesmo assim. De volta à ilha principal, Sawyer conta tudo o que aconteceu para o Fake Locke, inclusive do acordo com o Widmore.

Enquanto isso, Claire tenta matar a Kate numa cena que me roubou dois anos de vida pelo susto que eu tomei. Eu não quero que a Kate morra. Não quero, não quero, não quero! Foi bem assustador a Crazy Claire com aquela faca na mão, pronta para cortar a garganta da Kate. Mas aí o Fake Locke interfere e dá uma bronca fenomenal na Crazy Claire e bate nela, dizendo que as ações dela são totalmente inapropriadas. A ironia da cena foi sensacional. Depois ele a manda sentar num banquinho e ficar de cara para a parede, pensando no que ela fez. Ou não. Mas a moral da história foi esta. Ah, e é importante lembrar também que enquanto tudo isso acontecia, Sayid assistia a tudo apaticamente.

Mais tarde, ele encontra a Kate chorando e pede desculpas a ela pelo comportamento da Crazy Claire, dizendo que foi ele quem disse a ela que os Outros haviam seqüestrado o Aaron, pois ela precisava de algo que a mantivesse focada. Kate debocha dele, dizendo que é algo muito bem pensado para um cara morto. Depois, ele a leva até a praia com o pretexto de lhe mostrar para onde ele mandou o Sawyer. Lá, ele explica que ele a entende, pois ele teve uma mãe louca e por isso entende a preocupação da Kate com o Aaron.

No fim do dia, Sawyer encontra Kate e lhe conta todo o seu plano: ele vai deixar o Fake Locke e o Widmore se pegarem na porrada e enquanto eles estão ocupados, vai pegar o submarino e eles – Kate e Sawyer – vão embora da ilha.

Porque dirigir um submarino é a coisa mais fácil do mundo. Valeu, Sawyer.

No geral, um episódio mediano. A história avançou um pouquinho, foi focado sutilmente – ou não – no romance e preparou o terreno para o próximo episódio, que promete ser SENSACIONAL. Mas algo que foi definido é que a guerra está cada vez mais próxima e que vai ser bem intensa. Posso propor um bolão?

Quem vocês acham que vai ser o primeiro a morrer na guerra? O meu voto vai pro Sayid. E vocês?

Foi um duelo de Titãs.

A noite do último dia 7 de março apresentou a batalha travada por James Cameron e Kathryn Bigelow com seus respectivos filmes Avatar e Guerra ao Terror. Neste post, vou falar apenas destes dois filmes, pois além de serem os únicos indicados que eu tive tempo de assistir, foram os personagens principais da noite.

Avatar era o favorito absoluto na maioria das nove categorias em que estava concorrendo e também não era para menos. Aclamado pela crítica, o filme de James Cameron entrou para a história com a maior bilheteria de todos os tempos, ultrapassando até o filme Titanic (1997), do mesmo diretor. Exibido em 3D, Avatar conta a história do fuzileiro naval paraplégico Jake Sully (Sam Worthington) que é enviado ao planeta Pandora para substituir seu irmão em uma missão. No entanto, para andar livremente pelo planeta e fazer contato com o nativos, ele utiliza um Avatar, que é um outro corpo com DNA humano e DNA dos Na’vi.

A forma que James Cameron escolheu para nos apresentar ao planeta Pandora, com sua fauna e flora riquíssimas é impressionante. Tudo parece real. Há muitos momentos em que você não consegue distinguir o que foi criado por computador e o que não foi, principalmente nas cenas em que humanos e Na’vi contracenam juntos.

Uma palavra simples para descrever o filme é lindo. Encantador também cai como uma luva. Eu não tive a oportunidade de ver no cinema, infelizmente, mas se na tela do computador eu achei maravilhoso, na telona do cinema deve ter sido uma experiência cinematográfica única e inovadora.

Já Guerra ao Terror, é um longa-metragem completamente diferente. Retrata a vida de um esquadrão anti-bomba no Iraque e conta de forma muito sutil como a guerra afeta a mente humana. Enquanto uns têm pavor e contam os segundos para irem para casa, para outros – como o protagonista William James (Jeremy Renner) – a guerra se torna um vício, assim como a constante descarga de adrenalina que o trabalho praticamente suicida que ele encara todos os dias provoca.

O roteiro do filme é excelente, a fotografia, edição, tudo é ótimo. No entanto, Guerra ao terror não me empolgou tanto quanto Avatar. Talvez porque eu não seja fã do gênero ou simplesmente porque Avatar trouxe um universo totalmente novo e encantador..

Nos aspectos técnicos, eu concordo que Guerra ao Terror mereceu todas as seis estatuetas que levou para casa, incluindo a de melhor direção e melhor filme. A diretora Kathryn Bigelow – ex-mulher de James Cameron – entrou para a história como a primeira mulher a vencer nesta categoria.

Avatar foi tecnicamente perfeito nos efeitos especiais, concordo. Mas foram justamente estes efeitos que tornaram o filme tão emocionante de se ver. Você consegue se sentir dentro da história, quase respirando o ar tóxico aos humanos de Pandora. E olha que eu consegui sentir isso assistindo em casa, em uma tela pequena e em AVI.

Acho que este fato sozinho atesta para a excelência do filme. Não é o melhor filme que eu já vi, nem a melhor história. Mas que é uma experiência cinematográfica inesquecível, isso é.

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