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Review: Lost 6×12 – Everybody Loves Hugo

Posted on: 15/04/2010


Tenho certeza que estou em minoria quando eu digo que o episódio “Everybody loves Hugo” não me empolgou. Antes que vocês joguem pedras, deixem-me explicar. Não é que tenha sido ruim. Pelo contrário, teve momentos muito bons. Mas foram só isso: momentos. Algumas cenas que eu pensei “Nossa, agora vai!” e não foi.

Acho que parte deste meu desapontamento vem da mesma sina que sofreu o 6×10 – The Package: veio logo depois de um episódio sensacional. Eu já sabia que o episódio que sucedesse o brilhante Happily Ever After da semana passada ia ter uma responsabilidade enorme de manter o mesmo nível de tudo, seja ritmo da trama, roteiro, atuação, enfim, tudo. E o episódio do Hurley simplesmente não conseguiu chegar lá. Eu assisti ao episódio ao vivo e acompanhei as discussões durante a exibição do mesmo nos fóruns e eu realmente não consegui entender toda a empolgação dos fãs. Sei lá, vai ver que sou só eu que penso assim.

Não quero chamar este episódio de filler porque ele realmente não foi isso. O filler da temporada foi o episódio da Kate. Mas mesmo assim, Everybody loves Hugo me passou esta sensação. Não um tapa-buraco exatamente, mas apenas uma ponte, assim como The Package.

Claro que avançamos na trama: A Ilana explodiu a la Arzt (o que foi MUITO legal), descobrimos o que são os temidos sussurros da ilha (alguém mais ficou meio, sei lá, desapontado com a explicação? Acho que eu fiquei porque eu esperava diferente do que eu já pensava), tivemos a tão esperada reunião dos dois grupos dos Losties e foi reafirmado que o Desmond é MUITO importante (mesmo parecendo um stalker/assassino nos flashsideways). Ah, e não posso deixar de mencionar as participações especiais de Michael e Libby, é claro.

Mas onde que o episódio nos deixou na trama?

Depois que a Ilana explodiu – que para mim foi uma das cenas mais legais do episódio, porque foi muito deja vu da morte do Arzt – Richard e o resto vão buscar mais dinamite no Black Rock para explodirem o avião. No entanto, Hurley – instruído por Michael – chega lá primeiro e explode o Black Rock, o que quase enlouquece o Richard. Michael lhe disse que se eles explodissem o avião, muita gente ia morrer e o culpado seria o Hurley. Então Hurley dá cabo da única arma que eles tinham e diz que o plano agora é ir conversar com o Fake Locke. Muito paz e amor da parte dele. Isso divide o grupo: Jack, Sun e Frank vão com o Hurley, enquanto Ben e Miles vão com Richard para Dharmaville tentar resgatar algumas granadas. O Jack, aliás, estava bem agradável neste episódio e não me incomodou em nenhum momento. Milagre.

Enquanto isso, Sayid leva Desmond para o Fake Locke, que leva o escocês para dar uma volta na ilha. O passeio deles termina em um poço, onde Fake Locke explica que é um dos pontos de concentração de energia eletromagnética da ilha. Durante a conversa, Locke lhe pergunta por que ele não está com medo e Desmond lhe responde com outra pergunta: para que ter medo? A conversa termina com Des no fundo do poço – literalmente – e a prova de que o Fake Locke tem pânico do Desmond e que Widmore realmente está certo em dizer que o escocês é a única esperança. Pelo menos foi o que eu entendi.

Michael revela o mistério dos sussurros da ilha: são as pessoas que morreram lá e não conseguiram seguir em frente. Whatever.

Enquanto isso, nos flashsideways, Hurley, o cara mais sortudo do mundo, encontra Libby por acaso em um restaurante. Só que ela é louca – literalmente, já que ela mora num hospício – e vem com um papo muito estranho de que eles já se conhecem. Hurley fica desapontado quando descobre que a mulher linda que está dando em cima dele é louca, mas Desmond está lá para salvar o dia e encorajá-lo a procurá-la novamente.

Libby conta que levava uma vida normal, quando um dia viu um comercial do Hurley na TV e desde então começou a se lembrar de uma outra vida, onde ela esteve em um acidente aéreo. Hurley acha que ela é louca até que ela o beija e ele começa a se lembrar de tudo também. Ah, o amor!

A última cena do episódio, entretanto, foi um tanto quanto intrigante. Desmond fica de tocaia na frente da escola em que Ben, Arzt e Locke trabalham até que o pobre John Locke, em sua cadeira de rodas, sai do prédio e tenta atravessar a rua. Aí sabe o que o Desmond faz, o louco? Ele atropela o Locke e vai embora! Como se a vida do John não fosse ferrada o suficiente!

Maaaas, eis que acontece uma coisa estranha nesta cena. Eu tive a impressão de que o close no rosto do Locke pós-acidente foi IDÊNTICO à cena quando o pai dele o empurrou janela abaixo em The Man From Tallahassee na terceira temporada. Poderia ser que esta é uma forma de o destino está se auto-corrigindo? Porque, como vocês devem lembrar, nesta realidade John e o pai aparentemente se dão bem, já que a Hellen queria convidá-lo para o casamento. Talvez Locke tinha que passar por esta experiência de quase-morte de qualquer forma.

Ou eu estou viajando e o Desmond só queria que Locke sentisse o que ele sentiu. Mesmo assim… foi tudo muito estranho.

Estão vendo o que eu quis dizer? Não é que o episódio tenha sido ruim. Ele teve seus momentos. E só.

Mas sinceramente, depois do fenomenal Happily Ever After seria muito difícil que um episódio do Hurley chegasse aos pés dele – sem nenhuma ofensa ao Hurley, é claro. Mas convenhamos que a maioria esmagadora dos episódios icônicos (tirando as season finales) são do Desmond, do Locke e do Jack.

 

 

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1 Response to "Review: Lost 6×12 – Everybody Loves Hugo"

Cara Luciana, achei vc perfeita em sua colocação. Tb entendi da mesma forma que vc. Porém, como grande fã do Desmond que sou, concordo com vc e acho que ele seja um dos principais e mais importantes personagens desta trama. Tb concordo plenamente com o que disse sobre o drama do Locke, mas não acho que o Des tenha dado uma de louco, não. Acho que esse “novo” (depois que o Oceanic 815 não cai mais e pousa em L.A.) talvez seja derivado do “Fake Locke do mal” (fumaça preta) e por isso Des, no seu destino de “concertar” o passado, vem com a missão de eliminas o novo Locke (derivado do mal) para que as “duplicações de linhas do tempo, de vidas, parem de ocorrer… vc que estou viajando muito? Um grande abraço.

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