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Archive for abril 2010

Eu amo Lost. Sério mesmo. E episódios como o desta semana me fazem amar esta série mais ainda. Sabe por quê? Acabou a enrolação e a guerra começou de fato. “The Last Recruit” trouxe ação, suspense, romance e até um pouquinho de desenvolvimento dos personagens em um ritmo absolutamente frenético.

Está mais do que claro que estamos caminhando para o fim da temporada e não é porque todos os fãs estão contando ansiosamente quantos episódios faltam para o fim. O que chamou a atenção para mim foi… não sei se o clima do episódio é o termo certo, mas é o que me vem à cabeça agora para descrever o que eu senti durante The Last Recruit. A ação, todas as tramas se cruzando, como se as peças deste enorme quebra-cabeça estivessem finalmente sendo colocadas no lugar certo. Alguns episódios ao longo destes seis anos me deram esta sensação também: Exodus – part 1, “?”, Greatest Hits, The Man Behind The Curtain, Cabin Fever, The Variable. E o que todos eles têm em comum é que são os episódios que preparam o terreno para a season finale, deixando aquele gostinho de quero mais. The Last Recruit, é claro, não foi nenhuma exceção.

Aconteceu tanta coisa, que eu não sei nem por onde começar a comentar.

Nos flashsideways todos estão se encontrando. Sawyer prendeu a Kate e mais tarde no episódio, o Sayid também; Sun e Locke chegam juntos ao hospital e a coreana o reconhece de alguma forma; Desmond encontra Claire e a convence a consultar uma advogada (Ilana!) antes de colocar seu bebê para adoção. Ilana, por sua vez, estava procurando Claire, pois está lidando com o testamento de Christian Shephard. Por causa disso, Jack e Claire se encontram e descobrem que são irmãos. No meio desta comoção toda, Jack é chamado ao hospital para atender John Locke. Ah, e a Sun e o baby ficam bem.

Acho que este é melhor resumo que eu posso dar. Os caminhos estão se cruzando e foi sensacional. Admito que meu lado shipper estava dando pulinhos de alegria na cena do Sawyer com a Kate na delegacia.

Na ilha, as coisas foram acontecendo em um ritmo frenético. Jack e Locke conversaram e foi revelado que o Fake Locke realmente se passou por Christian Shephard. O que continua não explicando como o Jack viu o pai no hospital na 4ª temporada, já que o Smokie supostamente não tem como sair da ilha. Outra coisa que eu não consigo entender é que o Fake Locke fala que todos eles têm que estar juntos para poder funcionar, certo? Mas quando Kate, Jack, Hurley e o resto voltaram à ilha estava faltando um monte de gente e funcionou do mesmo jeito.

Dito isso, eu tenho duas teorias:

1 – Fake Locke realmente precisa de todos juntos porque para sair da ilha as circunstâncias têm que estar o mais próximo possível de quando eles chegaram na ilha. Portanto, todos que ainda estão vivos, têm que estar presente. Não acredito muito nesta, mas é o que o Locke está martelando na nossa cabeça há semanas.

2 – Locke precisa eliminar todos os candidatos para que não haja nenhum substituto do Jacob que o mantenha na ilha. Por isso ele precisa de todos, para matá-los de uma vez só. Acredito um pouco mais nesta, mas mesmo assim ainda não está fazendo sentido na minha cabeça.

Pois bem, Zoe mala sem alça aparece no acampamento e ameaça Locke de que se ele não devolver Desmond, Widmore mata todo mundo e até exemplifica jogando um míssil ou sei lá o que próximo ao acampamento. Fake Locke, por sua vez, manda Sayid matar Desmond. Ele convoca todos para irem para a outra ilha e pegar o avião de uma vez. Para fazer isso, ele pede a Sawyer que vá buscar o barco do Desmond e o encontre em um ponto específico para pegar todo mundo. Sawyer leva Kate com ele, mas não sem antes passar o plano para o Jack de que eles vão enganar o Locke e se mandar para a outra ilha e ficar no time do Widmore.

Durante a caminhada, Locke volta para procurar Sayid – que até agora não sabemos se matou Desmond ou não. Eu acho que não. E além de não matar, acho que ele até ajudou o escocês a fugir. Com Locke longe, Jack pega Hurley, Sun e Frank e eles abandonam o grupo para ir encontrar com Sawyer e Kate, não percebendo que Claire os está seguindo. Quando chegam lá, eu perdi outro ano de vida pensando que a Claire ia matar a Kate, mas no fim a Sardenta acaba convencendo a Crazy Claire a ficar com eles.

Aí rola a cena mais importante do episódio. Sawyer vai conversar com Jack e o nobre doutor diz que o que eles estão fazendo não parece certo. Ele diz que o Locke está insistindo tanto para todos irem embora juntos, pois tem medo do que pode acontecer se eles ficarem. E eu até concordo com ele. Sawyer, no entanto, não concorda nem um pouco e manda Jack decidir: ou ele pára de graça e fica com eles ou pula do barco. Eu realmente não achei que ele fosse fazer isso, mas ele diz que sente muito por ter matado a Juliet e pula do barco! Fiquei bege com essa cena!

Sem Jack, o grupo chega à Hydra Island e são recebidos por caras armados junto com Zoe. Sun e Jin se reencontram e foi lindo. Até rolou uma lagriminha da minha parte. Mas que eu pensei que os dois iam fritar quando passaram pela cerca sônica, eu pensei.

Aí está aquele clima lindo de romance, todos felizes, a Sun volta a falar inglês e ela e Jin trocam juras de amor até que a Zoe acaba com a festa. Widmore disse que o acordo com Sawyer estava cancelado e os caras armados mandam todo mundo se ajoelhar e ficar com as mãos pra cima.

Jack, de volta à ilha principal, encontra Fake Locke. Nem dá tempo dos dois conversarem quando tudo começa a explodir e metade dos figurantes explode junto. Jack é atingido, mas Locke consegue carregá-lo para longe da praia e afirma que ele está seguro, pois agora Jack está com ele.

Obviamente, o título do episódio faz alusão exatamente a esta cena. The Last Recruit, ou o último recruta do time do Locke, é ninguém menos que Jack Shephard. Mesmo assim, eu ainda acredito que Jack não vai ficar do lado de Locke, mas vai ser o substituto do Jacob e salvar o dia. Afinal, Jack é o herói.

Fake Locke, tadinho, teve todos em seu alcance e agora só tem o Jack e o zombie!Sayid. E ficou provado novamente que, no fim das contas, o amor é a chave de tudo. Afinal, Sun recuperou seu inglês no momento em que reencontrou Jin.

Agora, meus amigos, vamos ter que esperar mais duas semanas para saber o que vai acontecer porque o próximo episódio vai ao ar só dia 04/05.

Tenho certeza que estou em minoria quando eu digo que o episódio “Everybody loves Hugo” não me empolgou. Antes que vocês joguem pedras, deixem-me explicar. Não é que tenha sido ruim. Pelo contrário, teve momentos muito bons. Mas foram só isso: momentos. Algumas cenas que eu pensei “Nossa, agora vai!” e não foi.

Acho que parte deste meu desapontamento vem da mesma sina que sofreu o 6×10 – The Package: veio logo depois de um episódio sensacional. Eu já sabia que o episódio que sucedesse o brilhante Happily Ever After da semana passada ia ter uma responsabilidade enorme de manter o mesmo nível de tudo, seja ritmo da trama, roteiro, atuação, enfim, tudo. E o episódio do Hurley simplesmente não conseguiu chegar lá. Eu assisti ao episódio ao vivo e acompanhei as discussões durante a exibição do mesmo nos fóruns e eu realmente não consegui entender toda a empolgação dos fãs. Sei lá, vai ver que sou só eu que penso assim.

Não quero chamar este episódio de filler porque ele realmente não foi isso. O filler da temporada foi o episódio da Kate. Mas mesmo assim, Everybody loves Hugo me passou esta sensação. Não um tapa-buraco exatamente, mas apenas uma ponte, assim como The Package.

Claro que avançamos na trama: A Ilana explodiu a la Arzt (o que foi MUITO legal), descobrimos o que são os temidos sussurros da ilha (alguém mais ficou meio, sei lá, desapontado com a explicação? Acho que eu fiquei porque eu esperava diferente do que eu já pensava), tivemos a tão esperada reunião dos dois grupos dos Losties e foi reafirmado que o Desmond é MUITO importante (mesmo parecendo um stalker/assassino nos flashsideways). Ah, e não posso deixar de mencionar as participações especiais de Michael e Libby, é claro.

Mas onde que o episódio nos deixou na trama?

Depois que a Ilana explodiu – que para mim foi uma das cenas mais legais do episódio, porque foi muito deja vu da morte do Arzt – Richard e o resto vão buscar mais dinamite no Black Rock para explodirem o avião. No entanto, Hurley – instruído por Michael – chega lá primeiro e explode o Black Rock, o que quase enlouquece o Richard. Michael lhe disse que se eles explodissem o avião, muita gente ia morrer e o culpado seria o Hurley. Então Hurley dá cabo da única arma que eles tinham e diz que o plano agora é ir conversar com o Fake Locke. Muito paz e amor da parte dele. Isso divide o grupo: Jack, Sun e Frank vão com o Hurley, enquanto Ben e Miles vão com Richard para Dharmaville tentar resgatar algumas granadas. O Jack, aliás, estava bem agradável neste episódio e não me incomodou em nenhum momento. Milagre.

Enquanto isso, Sayid leva Desmond para o Fake Locke, que leva o escocês para dar uma volta na ilha. O passeio deles termina em um poço, onde Fake Locke explica que é um dos pontos de concentração de energia eletromagnética da ilha. Durante a conversa, Locke lhe pergunta por que ele não está com medo e Desmond lhe responde com outra pergunta: para que ter medo? A conversa termina com Des no fundo do poço – literalmente – e a prova de que o Fake Locke tem pânico do Desmond e que Widmore realmente está certo em dizer que o escocês é a única esperança. Pelo menos foi o que eu entendi.

Michael revela o mistério dos sussurros da ilha: são as pessoas que morreram lá e não conseguiram seguir em frente. Whatever.

Enquanto isso, nos flashsideways, Hurley, o cara mais sortudo do mundo, encontra Libby por acaso em um restaurante. Só que ela é louca – literalmente, já que ela mora num hospício – e vem com um papo muito estranho de que eles já se conhecem. Hurley fica desapontado quando descobre que a mulher linda que está dando em cima dele é louca, mas Desmond está lá para salvar o dia e encorajá-lo a procurá-la novamente.

Libby conta que levava uma vida normal, quando um dia viu um comercial do Hurley na TV e desde então começou a se lembrar de uma outra vida, onde ela esteve em um acidente aéreo. Hurley acha que ela é louca até que ela o beija e ele começa a se lembrar de tudo também. Ah, o amor!

A última cena do episódio, entretanto, foi um tanto quanto intrigante. Desmond fica de tocaia na frente da escola em que Ben, Arzt e Locke trabalham até que o pobre John Locke, em sua cadeira de rodas, sai do prédio e tenta atravessar a rua. Aí sabe o que o Desmond faz, o louco? Ele atropela o Locke e vai embora! Como se a vida do John não fosse ferrada o suficiente!

Maaaas, eis que acontece uma coisa estranha nesta cena. Eu tive a impressão de que o close no rosto do Locke pós-acidente foi IDÊNTICO à cena quando o pai dele o empurrou janela abaixo em The Man From Tallahassee na terceira temporada. Poderia ser que esta é uma forma de o destino está se auto-corrigindo? Porque, como vocês devem lembrar, nesta realidade John e o pai aparentemente se dão bem, já que a Hellen queria convidá-lo para o casamento. Talvez Locke tinha que passar por esta experiência de quase-morte de qualquer forma.

Ou eu estou viajando e o Desmond só queria que Locke sentisse o que ele sentiu. Mesmo assim… foi tudo muito estranho.

Estão vendo o que eu quis dizer? Não é que o episódio tenha sido ruim. Ele teve seus momentos. E só.

Mas sinceramente, depois do fenomenal Happily Ever After seria muito difícil que um episódio do Hurley chegasse aos pés dele – sem nenhuma ofensa ao Hurley, é claro. Mas convenhamos que a maioria esmagadora dos episódios icônicos (tirando as season finales) são do Desmond, do Locke e do Jack.

 

 

Novamente, eu não sei por onde começar. Claro que minhas expectativas já estavam lá no alto antes de assistir ao episódio desta semana, intitulado Happily Ever After, por ser um Desmond-centric (os dois anteriores The Constant e Flashes Before Your Eyes estão entre os melhores da série) e realmente este não decepcionou. Foi tão absurdamente sensacional que eu fiquei olhando para a tela do computador durante uns cinco minutos depois que o episódio acabou com o sorriso mais besta no rosto.

O episódio em si é quase como se fosse um flashsideways gigante, então vou contar o que aconteceu na ilha rapidinho antes de começar a análise da parte mais importante.

Desmond acorda e Charles Widmore lhe conta que ele foi levado de volta para a ilha para fazer algo muito, muito importante e que se ele não fizer todos, inclusive a Penny e o pequeno Charlie deixarão de existir. Des, é claro, surta e ataca Widmore, mas logo é contido pelos seus capangas. Widmore diz a Zoe que irá fazer o teste logo e que é para ela levar o Jin para lá para que o coreano entenda o que está acontecendo.

O teste que eles estão querendo fazer no Desmond nada mais é do que encher o pobre de energia eletromagnética. Caso ele sobreviva – como Widmore espera que seja o caso – Des será essencial para salvar a todos.

Pois então, Desmond desmaia e a próxima cena que vemos é ele no aeroporto pegando as malas. Nesta realidade, nosso querido escocês tem a vida perfeita: um ótimo trabalho, muito dinheiro e viaja o mundo inteiro. Tudo isso por ser o braço direito de ninguém menos que Charles Widmore. E eles se adoram aparentemente. A cena dos dois se cumprimentando e tomando whisky juntos como velhos amigos é BIZARRA.

Widmore tem uma missão para Desmond. Seu filho Daniel (!!!) é músico e fará uma apresentação com a banda Drive Shaft em um baile beneficente que a Sra. Widmore está organizando. No entanto, o baixista da banda, Charlie Pace, foi preso por posse de heroína e Widmore precisa que Desmond vá buscá-lo na prisão e fique de babá até o show.

Charlie, no entanto, vem com um papo super estranho. Ele conta que quando ele estava para morrer no avião após ter se engasgado com a heroína, ele viu o amor. E não foi qualquer amor, não. Foi aquele de pirar a cabeça e ele apareceu na forma de uma mulher loira linda e ele sabia que eles estavam juntos e tudo era lindo… até que um idiota o salvou e ele acordou. Mas o que importa é que Charlie sentiu que as coisas podem ser diferentes de alguma forma.

Desmond obviamente acha que ele está louco e o ignora até que, no trajeto para o hotel, Charlie assume a direção do carro e os joga no mar (aquilo era uma baía ou algo do tipo, né?). Quando Desmond está tentando tirar Charlie do carro submerso, de repente tem uma visão da inesquecível última cena do Charlie na terceira temporada, quando o roqueiro escreveu em sua mão Not Penny’s boat (Não é o barco da Penny). Foi brilhante. Eu admito que tomei um susto na hora e foi justamente neste momento que o episódio que já estava ótimo passou a ser SENSASIONAL para mim.

Os dois são levados para o hospital e durante uma ressonância magnética, Desmond tem várias visões de sua vida com a Penny e entra em pânico, interrompendo o exame. No saguão do hospital, ele encontra com Jack e pede ajuda para encontrar Charlie, que não é necessária, pois o roqueiro surge do nada, tentando fugir do hospital. Quando Des alcança o Charlie, ele pede para ver suas mãos, constatando que o que ele teve foi realmente uma visão. Charlie, no entanto, fica animado que Desmond também sentiu o que ele havia sentido no avião e o incentiva a procurar Penny.

Aí chegamos à parte crítica e essencial do episódio. Widmore manda Desmond ir falar pessoalmente com a Sra. Widmore sobre o cancelamento do show. Lá ele encontra Eloise Widmore. Eu tive uma impressão muito absurda de que ela já sabia quem ele era antes de ele se apresentar.

Ela o despachá-lo sutilmente, dizendo que não tinha nenhum problema que o show havia sido cancelado, e Desmond caminha em direção à saída. Só que quando ele passa por um grupo que estava conferindo a lista de convidados, ele escuta o nome da Penny e pede para ver a lista. Eloise, que estava por perto, surta e diz que ele não pode ver a lista de jeito nenhum e que ele deve parar de procurar o que ele está procurando, pois isto é uma violação. Eloise afirma ainda que Desmond já tem aquilo que ele sempre buscou – a aprovação de Widmore. Quando Desmond como que ela sabe o que ele está procurando, ela diz que apenas sabe e que ele ainda não está pronto.

Desmond vai embora confuso – assim como todos nós estávamos a esta altura – mas é interrompido por Daniel, que lhe pergunta se ele acredita em amor à primeira vista. Des fica mais confuso ainda e Daniel lhe conta que viu uma mulher ruiva em um museu há poucas semanas e sentiu como se ele já amava há muito tempo. Nesta mesma noite, ele acordou e escreveu uma equação absurdamente complexa em seu caderno. Sendo músico, Daniel obviamente não sabia do que se tratava, mas um amigo da área lhe explicou que era uma equação de mecânica quântica, que apenas quem havia estudado física a vida inteira teria condições de pensar. Dan, então, pergunta se talvez esta realidade que eles estão vivendo não é a certa. E se eles fizeram algo para mudar radicalmente?

Aí quando nosso cérebro está prestes a implodir de tanta informação, Daniel explica toda aquela história da temporada passada, da liberação de uma enorme quantidade de energia, da bomba atômica e tudo mais. Desmond pergunta se ele quer explodir uma bomba atômica. Daniel diz que não. Ele acha que a bomba já explodiu. Aí quando a nossa cabeça e a do Desmond está girando, Daniel diz que sabe onde e quando ele pode encontrar a Penny.

E adivinha onde ele a encontra? Naquele estádio onde ele encontrou com Jack há não sei quantos anos atrás. Só que desta vez quem está treinando é a Penny. Ele se apresenta, eles trocam um aperto de mão e nós voltamos para a ilha. Desmond acorda com um sorriso bobo no rosto e diz a Widmore que está de acordo com a missão de salvar o mundo. Quando ele está sendo levado para outro lugar, eis que Sayid/Chuck Norris aparece, mata todos, manda a Zoe correr e seqüestra o Desmond, que vai por livre e espontânea vontade, ainda com aquele sorriso bobo.

Aí quando você pensa que o episódio acabou, não acabou, nãããão! Nós voltamos para a realidade alternativa e descobrimos que Desmond desmaiou ao apertar a mão de Penny. Rola aquele clima e eles combinam de se encontrar em uma hora para um café. Des volta todo sorridente para o carro e pede ao seu motorista – George Minkowski, o oficial de comunicações do barco do Widmore na quarta temporada, lembram? – a lista de passageiros do vôo da Oceanic. Quando George pergunta para que ele quer esta lista, Desmond diz que precisa lhes mostrar uma coisa.

LOST

Vamos todos concordar que o episódio foi EPIC? As realidades estão se misturando e eu tinha certeza que quem ia dar esse passo de mostrar para todos era o Desmond. Sabem por quê? O Daniel falou que as regras não se aplicam a ele. Eu não sei como que vai ser nos próximos episódios, mas que esta reta final está prometendo, ah isso tá!

Outra coisa, foi confirmado que este episódio revelou o tema da série: o amor. Cafona ou brilhante? O que vocês acham?

Vou começar logo dizendo que o 6×10 – The Package não me empolgou. Talvez porque episódios focados no Jin e na Sun nunca são uma Brastemp e normalmente são aqueles famosos fillers. Então, quando eu soube que o episódio era dos coreanos, eu já fiquei meio com o pé atrás. Sabe essa aversão que muita gente tem pelos episódios da Kate? Pois é, eu tenho pelos episódios dos Kwon. Não que eu não goste deles. Longe disso! Mas a Sun e o Jin são coadjuvantes que simplesmente não convencem como protagonistas.

Lembrando, é claro, que isto é apenas a minha humilde opinião e se você gostou do episódio, por favor, pode me contar suas razões que eu sou toda ouvidos.

Vamos aos pontos importantes.

Flashsideways:

  • Sun e Jin são liberados no aeroporto de Los Angeles, mas a grana que o Jin trazia (25 mil dólares!) é confiscada na alfândega.
  • Descobrimos que eles não são casados, mas tem um caso escondido do pai dela. Jin trabalha para o Mr. Paik. Sun sugere que eles fujam para poderem ficar juntos.
  • Keamy é o cara para quem Jin tinha que entregar a encomenda e não fica feliz quando o coreano só entrega o relógio sem a grana.
  • Patchy (Mikhail Bakunin, o cara sem olho, lembram?) trabalha para Keamy, tem dois olhos saudáveis e ajuda na tradução do coreano para o inglês.
  • Sun não fala inglês, aparentemente, mas Patchy a leva ao banco para tentar recuperar a quantia perdida na alfândega. Lá, ela descobre que seu pai zerou e cancelou a sua conta.
  • Patchy, então, a leva para o restaurante onde Keamy havia levado Jin (onde o Sayid matou toooodo mundo, lembram?). Antes de ir lidar com o Sayid, Keamy diz a Jin que o Mr. Paik sabia que ele estava tendo um caso com a Sun e que os 25 mil dólares eram o pagamento para ele eliminar o Jin.
  • Sayid dá um canivete para Jin se soltar e vai embora. Finalmente livre, Jin luta com Patchy e a arma que ele estava segurando dispara duas vezes: uma acerta o olho do Patchy (e essa cena foi muito legal. Não a violência, mas como tudo continua acontecendo certinho como na outra realidade); a outra infelizmente acerta a Sun na barriga e quando Jin corre para socorrê-la, ela revela que está grávida.

 

Ilha:

 

  • A Sun está mega estressada. Manda até o Jack calar a boca e ir embora quando ele a encontra no pomar.
  • Fake Locke diz para o Jin que para sair da ilha, todos aqueles que estão na lista do Jacob (os nomes que não foram riscados) precisam ir juntos. Jin diz que ainda não encontrou a Sun e Fake Locke responde que ele está resolvendo esta questão.
  • Sayid fala para Fake Locke que não tá tintindo nada e o HdP lhe diz que talvez seja melhor assim.
  • Fake Locke procura Sun, diz que o Jin está do lado dele e se oferece para levá-la até seu marido. Ela, obviamente, não acredita e sai correndo. Na fuga desvairada pela floresta, Sun dá de cabeça em uma árvore. Ben a encontra, mas adivinha, ela não consegue mais falar inglês. Ela entende, mas quando tenta falar só sai coreano.
  • Richard volta com Hurley com o ânimo renovado e um novo plano: vamos todos destruir o avião da Ajira Airways. Sun se revolta com ele em coreano e a cena é até engraçada.
  • Enquanto isso, do outro lado da ilha, o grupo de Widmore ataca todos com tranqüilizantes e seqüestram Jin. O motivo eu não entendi até agora.
  • Claire pergunta para Locke sobre os candidatos irem embora juntos da ilha e diz que já que o nome dela não está na lista mais, então ele não precisa dela. Fake Locke insiste veementemente que ele precisa dela SIM. Claire então pergunta se o nome da Kate está na lista e Locke diz que não, mas ele precisa da Kate para conseguir os outros candidatos. Mas depois disso, tudo pode acontecer. Ou seja, ele praticamente deu permissão para a Claire matar a minha Kate querida. Filho da p*ta!
  • Locke recruta Sayid para uma nova missão e os dois vão até a outra ilha. Lá, Fake Locke encontra com Widmore, que diz que não tem idéia do que ele está falando ao ser perguntado sobre o paradeiro do Jin. É importante lembrar que não vemos o Sayid em nenhum momento na outra ilha.
  • Zoe (braço-direito do Widmore) questiona Jin sobre uns mapas de eletromagnetismo da Dharma Initiative, mas o coreano responde que só quer falar com o Widmore.
  • Widmore mostra para Jin a câmera de Sun que ele achou no avião e ele se emociona ao ver as fotos da filha pela primeira vez. Admito que uma lagriminha escapou durante esta cena. Depois Widmore diz que eles tem que impedir o HdP de sair da ilha, senão o mundo que eles conhecem lá fora e todos que eles amam vão deixar de existir. Jin pergunta como eles farão isso e Widmore diz que vai lhe mostrar o pacote. E adivinha quem é o pacote: DESMOND!! Essa foi a única parte que me empolgou um pouco.

 

Então, acho que cobri os principais pontos. Episódio meio fraco, mas pelo menos avançou um pouco a trama. Mas também, depois do episódio SENSACIONAL da semana passada, ia ser muito difícil superar. Aí eles ainda colocam um episódio Sun/Jin logo depois do epic! Ab Aeterno. Assim fica difícil, né?

Espero que o da semana que vem (Desmond-centric) seja tão epic quanto o do Richard.


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