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Archive for março 2010

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas pela demora deste post. A semana foi super corrida e eu nem tive tempo ou disposição para assistir o episódio duas vezes como sempre faço antes de fazer esta review. Então, vamos ter que confiar na minha memória.

Com isso dito, MEU DEUS, que episódio foi esse?!

Porque o 6×09 com o título Ab Aeterno foi um episódio totalmente fora dos padrões. Focalizado no nosso querido homem eterno Richard Alpert, Ab Aeterno finalmente revelou o passado de Richard, como ele foi parar na ilha, há quantos anos ele está lá e como ele virou braço direito do Jacob. E de quebra, ainda descobrimos o que a ilha realmente representa! Sinceramente, não quero ouvir um pio daqueles que reclamam, gritam e esperneiam pela falta de respostas.

Na verdade, este episódio me lembrou bastante o Flashes Before My Eyes da terceira temporada. O formato foi mais ou menos o mesmo, pois tivemos uma introduçãozinha e depois um mega flashback (e eu admito que estava com saudade dos FB!) e depois um finalzinho no tempo presente. Aliás, finalzinho, não! FINALZÃO!

Mas então, o episódio começa com um mini flashback da Ilana, onde revemos aquela cena em que o Jacob a visita num hospital. Só que desta vez, vimos a cena completa e Jacob lhe diz que ela precisa proteger os candidatos que restam e que se algo acontecer com ele, Richard saberá o que fazer. Depois disso, voltamos ao presente onde vemos o Richard dá a louca e diz que eles estão todos mortos, que a ilha é o inferno e que o Jacob era um louco varrido e vai embora batendo o pé. Tá bom, então, né.

Com isso, vamos ao FB do nosso homem eterno com lápis de olho permanente. Ricardo Alpert vivia nas Ilhas Canárias, em 1867, com sua mulher, Isabella. No entanto, Isabella estava muito doente e Richard vai em busca de socorro, que fica a meio dia de distância a cavalo. Isabella lhe dá uma correntinha com uma cruz de ouro para ajudar no pagamento do médico. Só que quando Richard encontra o médico, este é um filho da p*ta e se recusa a ir ver Isabella, além de dizer que o que o pobre do Richard tinha não iria cobrir as despesas do remédio. Richard se irrita, tenta arrancar o medicamento da mão do médico e na briga acaba sem querer matando o médico charlatão.

Como não podia fazer nada por ele e já estava com o remédio na mão, Richard volta o mais rápido possível para casa, mas era tarde demais. Isabella morreu enquanto ele estava buscando ajuda. Arrasado, ele acaba sendo preso pelo assassinato do médico. Na prisão ele encontra um padre ridículo, que se recusa a absolvê-lo de seus pecados, dizendo que ele vai para o inferno. Mas, eis que aparece um oficial inglês, que o compra para trabalhar no navio Black Rock de um tal de Magnus HANSO (antepassado do Alvar Hanso, patrocinador da Dharma Initiative, lembram?), e acaba o salvando da forca.

Uma vez no Black Rock, Richard e os outros escravos estão acorrentados ao navio e enfrentam uma tempestade bizarra, que acaba jogando a embarcação no meio da ilha depois de ser pega em um tsunami. Aliás, este tsunami também foi responsável pela destruição da estátua de Taweret, onde o Jacob mora.

Depois da tempestade, restam poucos sobreviventes no navio. O oficial inglês, que havia comprado o Richard nas Ilhas Canárias resolve matar todos os escravos, mas quando chega à vez de Richard, nosso querido Smokie aparece para salvá-lo. Então, com todos mortos, Richard fica ali ainda acorrentado ao navio. Aí começa uma seqüência do sofrimento dele para tentar se soltar sem sucesso. E aí está a minha única crítica ao episódio. Precisava ter feito esta montagem tão longa do pobre sofrendo? Se tivessem cortado pela metade, ainda faria sentido e o episódio não teria estourado o tempo, como estourou em 9 minutos.

Mas enfim, eis que o Homem de Preto aparece para salvá-lo. Admito que esta cena me surpreendeu porque eu realmente estava esperando o Jacob. E aqui, eu tiro o meu chapéu para o Nestor Carbonell porque a atuação dele foi impecável. Não só aqui, mas no episódio inteiro. Mas nesta cena em particular, ele foi sensacional. Quando ele tenta falar e a voz dele não sai direito, nossa, foi de partir coração. Ah, é importante lembrar que enquanto ele estava preso no Black Rock, a Isabella apareceu para ele e lhe disse que eles estavam mortos e que ali era o inferno. Daí logo depois o Smokie supostamente a pega e era uma vez a Isabella de novo. Aí sim, o Homem de Preto aparece, o solta, dá água para ele e confirma que ali realmente é o inferno e que o diabo capturou Isabella. Richard diz que fará qualquer coisa para resgatar sua mulher e o HdP diz que ele tem que matar o diabo, mas que para fazer isso ele tem que enfiar uma adaga no coração dele e sob nenhuma hipótese, ele pode deixar o “diabo” falar.

Agora, essa parte realmente me confundiu, pois estas foram as mesmas instruções que o Dogen deu ao Sayid para matar o Fake Locke; até a adaga era a mesma. Então, tanto o Jacob como o Fake Locke só podem ser mortos desta forma? Muito confuso.

Mas enfim, Richard vai até a estátua e lá rola uma briga muito tensa entre ele e o Jacob, que aliás dá muita porrada no pobre do Ricardo. Foi muito legal vê-lo assim, sem aquela calma e compostura toda que lhe é tão peculiar. Quando Richard diz que a ilha é o inferno e que ele está morto, Jacob o pega e o joga no mar, segurando sua cabeça debaixo d’água até o Richard admitir que ele está vivo e quer continuar assim. Foi muito, muito legal essa cena.

Aí eles sentam e conversam um pouco. Jacob pega uma garrafa de vinho e explica que o vinho é como se fosse uma entidade do mal, que fica presa ali dentro. A ilha age como a rolha da garrafa, não permitindo que esta entidade saia e se espalhe pelo resto do mundo. Então, traduzindo: o Fake Locke é a tal entidade do mal e a ilha não permite que ele saia. Ou talvez a presença do Jacob não permita que ele saia. Não sei. O que interessa é que finalmente foi explicado o que diabos é esta ilha!

Jacob então diz que o HdP acredita que todos os seres humanos são corruptíveis e que, cedo ou tarde, serão influenciados pelo mal. O que o Jacob faz é trazer algumas pessoas para a ilha e lhes dar uma segunda chance – onde o passado deles não importa – e permitir que eles façam suas escolhas por conta própria na ilha, sem nenhuma interferência de terceiros, para provar para o HdP que o ser humano é fundamentalmente uma criatura moral. Mas aí o Richard diz que se ele não interferir, o HdP vai interferir no lugar dele. Por isso, Jacob lhe faz uma proposta: ser o seu representante junto às pessoas que ele traz para a ilha. Em troca, ele lhe concede vida eterna. É bom atentar para o fato de que Jacob não pode trazer os mortos de volta à vida e não pode absolver os pecados – duas coisas que Richard lhe pediu antes de pedir a vida eterna.

Pois então, Jacob manda o Richard entregar a tal da pedra branca para o HdP, que lhe diz que se qualquer dia ele mudar de idéia, a proposta ainda está de pé. Por fim, o HdP lhe entrega a corrente com a cruz de Isabella, que Richard enterra.

De volta ao presente, Richard volta ao local onde havia enterrado a correntinha e a recupera. E depois começa a gritar se a proposta do HdP ainda está de pé, mas é interrompido pela chegada de Hurley, que esteve conversando com Isabella este tempo todo e aí rola uma cena tipo Ghost, com o Hurley no papel da Whoopi Goldberg e, assim, foi lindo. Foi triste, também. Quem diria que a história do Richard fosse tão trágica?

Daí o Hurley dá uma última mensagem de Isabella: Richard tem que ajudar a impedir o HdP de sair da ilha, senão todos vão para o inferno.

Por fim, voltamos a 1867, em uma cena muito parecida com aquela primeira cena de The Incident, na temporada passada. Jacob encontra o HdP e comenta sobre a sua tentativa de assassiná-lo. Espero que não joguem pedras, mas eu realmente prefiro o Titus Welliver do que o Terry O’Quinn interpretando o HdP. Ou talvez seja porque são épocas diferentes. Sei lá. Mas prefiro o HdP original, se é que ele é o original.

Mas voltando, o HdP diz que foi porque ele quer ir embora e pede para o Jacob o deixar ir. Jacob diz que não pode fazer isto e Hdp rebate dizendo que vai matá-lo e se alguém o suceder, ele os mata também, até que ele fique livre da ilha.

Jacob o ignora e lhe dá a garrafa de vinho para passar o tempo. Assim que ele vira as costas, o HdP espatifa a garrafa no tronco em que está sentado.

LOST.

Ufa! Demorou, mas chegou!

Se alguém reclamar que não houve respostas neste episódio vai levar uma coça! Ab Aeterno foi cheio de tons religiosos e metáforas. Tudo pareceu muito simbólico, mas de um jeito que nós pudemos entender a grandiosidade do jogo que rola entre o Homem de Preto e o Jacob. Uma coisa que me chamou a atenção foi que o HdP pediu para o Jacob o deixar sair. Isso quer dizer que o Jacob é superior a ele? E outra coisa, nós já vimos manifestações do Smokie fora da ilha, como na quarta temporada em que o Christian apareceu para o Jack no hospital, lembram? Pelo menos, eu presumi que era o Smokie.

Pela internet a fora, muita gente está considerando Ab Aeterno como o melhor episódio desde The Constant (4ª temporada), quisá o melhor de toda a série. Eu achei muito, muito, MUITO bom. Mas melhor que The Constant, eu já não acho, não. Mas no ritmo em que estamos, acho que vamos ter algum episódio que vai barrar o número 1 de Lost até hoje.

O que vocês acham?

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O vídeo abaixo mostra um medley dos temas de diversas séries de TV – antigas e atuais – tocado por um cara super talentoso.

Entre as séries apresentadas estão Fresh Prince of Bel Air, Cheers, That 70s Show, True Blood, Friends, Scrubs, entre muitas outras. É sensacional!

Agradeço ao site Ligado em Série por divulgar este vídeo que todo seriemaníaco que se preze deve assistir.

Esta semana assistimos à ressurreição do nosso bom e velho Sawyer, o conman que conhecemos lá atrás, na primeira temporada. O oitavo episódio desta temporada, intitulado “Recon”, trouxe uma história bastante sólida, tanto na ilha quanto nos flashsideways. Talvez um pouco mais lenta, se comparada com os últimos episódios.

Minhas primeiras impressões foram:

  • Esses roteiristas realmente adoram dar títulos ambíguos aos episódios. “Recon” pode significar “reconaissance mission” ou missão de reconhecimento, no nosso bom português. Mas também pode vir do verbo em inglês “to con”, que significa enganar, tirar vantagem em cima dos outros. “To recon” seria algo como enganar duas vezes. Ambos os significados caem como uma luva neste episódio.
  • Eu juro que vou tentar deixar o meu lado shipper de fora deste comentário, então vou falar só agora e ficar quieta depois: Skate lives! Pronto, falei.
  • Fake Locke está confundindo a minha cabeça. Ele é bom, ruim, neutro…?
  • Crazy Claire e Crazy Sayid continuam doidinhos, doidinhos…

Falemos da ALT realidade primeiro. No flashsideways tivemos um dos maiores choques até agora porque o ALT Sawyer não existe. Quem existe nesta realidade é o Detetive James Ford e seu fiel escudeiro Detetive Miles Straume. E eu preciso comentar, Sawyer com um distintivo é TUDO.

Mas o que é importante sabermos aqui é que, mesmo sendo um policial, James Ford ainda tem todas as intenções de achar o Mr. Sawyer e matá-lo para vingar os pais.  Teve também a participação da Charlotte – que deveria ter continuado morta na ilha – como possível namorada do Sawyer. Doeu no fundo da minha alma assistir aos dois juntos. Sabe a falta de química que o Jack e a Kate têm? Então, multiplica por mil e vocês vão ter Charlotte e Sawyer. De resto, a outra coisa significativa que aconteceu no flashsideways foi o Detetive Ford acidentalmente capturar a fugitiva Kate Austen.

Já na ilha, Fake Locke e seu exército se reúnem com Sawyer e Jin e montam acampamento na floresta. Fake Locke manda Sawyer em uma missão de reconhecimento na outra ilha, alegando que os sobreviventes do Ajira Flight podem ser potencialmente perigosos. Por isso, ele quer que Sawyer – o melhor mentiroso que ele já viu – vá até lá e ganhe a confiança deles. Só que ao chegar lá, Sawyer descobre que todos os passageiros foram assassinados misteriosamente e encontra com a equipe de Widmore. Antes disso, ele passa pelas jaulas em que ele e Kate ficaram presos na terceira temporada e encontra o vestido que ela usou na época. Depois é capturado pela equipe de Widmore e levado para uma reunião com o próprio.

Uma vez dentro do submarino, Sawyer faz um acordo com Widmore, dizendo que vai voltar para a ilha principal e dizer ao Fake Locke que ele não encontrou ninguém lá e assim, atraí-lo para lá para que Widmore possa matá-lo. Em troca, ele quer uma passagem somente de ida para fora da ilha para ele e para quem mais ele quiser. Widmore fica desconfiado, mas aceita mesmo assim. De volta à ilha principal, Sawyer conta tudo o que aconteceu para o Fake Locke, inclusive do acordo com o Widmore.

Enquanto isso, Claire tenta matar a Kate numa cena que me roubou dois anos de vida pelo susto que eu tomei. Eu não quero que a Kate morra. Não quero, não quero, não quero! Foi bem assustador a Crazy Claire com aquela faca na mão, pronta para cortar a garganta da Kate. Mas aí o Fake Locke interfere e dá uma bronca fenomenal na Crazy Claire e bate nela, dizendo que as ações dela são totalmente inapropriadas. A ironia da cena foi sensacional. Depois ele a manda sentar num banquinho e ficar de cara para a parede, pensando no que ela fez. Ou não. Mas a moral da história foi esta. Ah, e é importante lembrar também que enquanto tudo isso acontecia, Sayid assistia a tudo apaticamente.

Mais tarde, ele encontra a Kate chorando e pede desculpas a ela pelo comportamento da Crazy Claire, dizendo que foi ele quem disse a ela que os Outros haviam seqüestrado o Aaron, pois ela precisava de algo que a mantivesse focada. Kate debocha dele, dizendo que é algo muito bem pensado para um cara morto. Depois, ele a leva até a praia com o pretexto de lhe mostrar para onde ele mandou o Sawyer. Lá, ele explica que ele a entende, pois ele teve uma mãe louca e por isso entende a preocupação da Kate com o Aaron.

No fim do dia, Sawyer encontra Kate e lhe conta todo o seu plano: ele vai deixar o Fake Locke e o Widmore se pegarem na porrada e enquanto eles estão ocupados, vai pegar o submarino e eles – Kate e Sawyer – vão embora da ilha.

Porque dirigir um submarino é a coisa mais fácil do mundo. Valeu, Sawyer.

No geral, um episódio mediano. A história avançou um pouquinho, foi focado sutilmente – ou não – no romance e preparou o terreno para o próximo episódio, que promete ser SENSACIONAL. Mas algo que foi definido é que a guerra está cada vez mais próxima e que vai ser bem intensa. Posso propor um bolão?

Quem vocês acham que vai ser o primeiro a morrer na guerra? O meu voto vai pro Sayid. E vocês?

Foi um duelo de Titãs.

A noite do último dia 7 de março apresentou a batalha travada por James Cameron e Kathryn Bigelow com seus respectivos filmes Avatar e Guerra ao Terror. Neste post, vou falar apenas destes dois filmes, pois além de serem os únicos indicados que eu tive tempo de assistir, foram os personagens principais da noite.

Avatar era o favorito absoluto na maioria das nove categorias em que estava concorrendo e também não era para menos. Aclamado pela crítica, o filme de James Cameron entrou para a história com a maior bilheteria de todos os tempos, ultrapassando até o filme Titanic (1997), do mesmo diretor. Exibido em 3D, Avatar conta a história do fuzileiro naval paraplégico Jake Sully (Sam Worthington) que é enviado ao planeta Pandora para substituir seu irmão em uma missão. No entanto, para andar livremente pelo planeta e fazer contato com o nativos, ele utiliza um Avatar, que é um outro corpo com DNA humano e DNA dos Na’vi.

A forma que James Cameron escolheu para nos apresentar ao planeta Pandora, com sua fauna e flora riquíssimas é impressionante. Tudo parece real. Há muitos momentos em que você não consegue distinguir o que foi criado por computador e o que não foi, principalmente nas cenas em que humanos e Na’vi contracenam juntos.

Uma palavra simples para descrever o filme é lindo. Encantador também cai como uma luva. Eu não tive a oportunidade de ver no cinema, infelizmente, mas se na tela do computador eu achei maravilhoso, na telona do cinema deve ter sido uma experiência cinematográfica única e inovadora.

Já Guerra ao Terror, é um longa-metragem completamente diferente. Retrata a vida de um esquadrão anti-bomba no Iraque e conta de forma muito sutil como a guerra afeta a mente humana. Enquanto uns têm pavor e contam os segundos para irem para casa, para outros – como o protagonista William James (Jeremy Renner) – a guerra se torna um vício, assim como a constante descarga de adrenalina que o trabalho praticamente suicida que ele encara todos os dias provoca.

O roteiro do filme é excelente, a fotografia, edição, tudo é ótimo. No entanto, Guerra ao terror não me empolgou tanto quanto Avatar. Talvez porque eu não seja fã do gênero ou simplesmente porque Avatar trouxe um universo totalmente novo e encantador..

Nos aspectos técnicos, eu concordo que Guerra ao Terror mereceu todas as seis estatuetas que levou para casa, incluindo a de melhor direção e melhor filme. A diretora Kathryn Bigelow – ex-mulher de James Cameron – entrou para a história como a primeira mulher a vencer nesta categoria.

Avatar foi tecnicamente perfeito nos efeitos especiais, concordo. Mas foram justamente estes efeitos que tornaram o filme tão emocionante de se ver. Você consegue se sentir dentro da história, quase respirando o ar tóxico aos humanos de Pandora. E olha que eu consegui sentir isso assistindo em casa, em uma tela pequena e em AVI.

Acho que este fato sozinho atesta para a excelência do filme. Não é o melhor filme que eu já vi, nem a melhor história. Mas que é uma experiência cinematográfica inesquecível, isso é.

Sinceramente, eu não sei nem por onde começar.

A única coisa que me vem à cabeça no momento que possa possivelmente descrever o sétimo episódio desta sexta e última temporada é: Agora sim. Esta é a série que eu tanto amo. Os episódios anteriores desta temporada foram apenas o aquecimento.

Porque são episódios assim que me mantiveram fiel a LOST pelos últimos seis anos. “Dr. Linus” trouxe de volta o grande trunfo da série, muito presente nas primeiras temporadas, principalmente na primeira: a habilidade de te emocionar e no segundo seguinte quase te matar de susto para em seguida, te emocionar novamente. O episódio foi simplesmente brilhante do início ao fim e o Michael Emerson… Cara, o Michael Emerson é o meu ídolo. E acabou de garantir o Emmy dele deste ano.

Mas enfim, vamos ao episódio.

Nos flashsideways, Dr. Ben Linus é professor de história européia em uma high school (onde Locke e Arzt também trabalham). Bonzinho, ele lidera um clube de história, para o qual o diretor da escola não dá a mínima e cancela, colocando Ben para supervisionar as detenções. Ben aceita porque ele simplesmente não tem poder nenhum para fazer o contrário.

Em casa, ele toma conta do pai, já bastante idoso e doente. Roger Linus diz que esta não era a vida que ele queria que Ben tivesse – sendo pisado por outros – e que talvez as coisas pudessem ter sido diferentes se eles tivessem ficado na ilha com a Dharma Initiative. O que nos leva a pensar até quando eles ficaram por lá e porque eles foram embora. Lógico que o óbvio seria que eles saíram quando teve a ameaça do incidente e a ilha foi evacuada. Mas se o avião nunca caiu, então os Losties nunca foram para a ilha. E se eles nunca foram para a ilha, como que a bomba de hidrogênio explodiu? O meu raciocínio fez algum sentido? Não?

Enfim, voltando ao flashsideways. Alex é a protegida de Ben e, durante uma aula particular, ela lhe conta que viu o diretor transando com a enfermeira da escola na enfermaria. Ben jura a ela que não vai contar para ninguém, mas logo em seguida pede ajuda a Arzt para hackear a conta de e-mail da enfermeira para poder chantagear o diretor e assim conseguir o cargo dele e o tão sonhado poder. O que ele não contava, no entanto, era que o diretor sabia que seu ponto fraco era Alex, e quando ele ameaça destruir o futuro acadêmico da garota, Ben tira seu time de campo. O que é uma verdadeira ironia, considerando que nesta realidade que ela não é sua filha, ele a protegeu mais.

Na ilha, as coisas estão pretas pro lado do Ben. Ilana descobre que ele matou o Jacob e como o todo poderoso era como um pai para ela é seguro afirmar que ela está possessa. Depois de fugir do Templo e de toda a destruição que o Fake Locke causou, Ilana, Ben, Miles, Frank e Sun voltam à praia onde o acampamento original dos Losties ficava.

Ilana acorrenta Ben a uma árvore e o manda começar a cavar sua própria cova. Uma tarefa um tanto quanto mórbida e que Ben faz o mais devagar possível por razões óbvias. Ele ainda tenta subornar o Miles, que recusa a oferta dizendo que a Nikki e o Paulo estão enterrados ali com mais de oito milhões de dólares em diamantes e que ele não precisa do dinheiro do Ben.

Sem esperanças, ele continua a cavar até que o Fake Locke aparece, o solta e faz uma proposta irrecusável: quando todos forem embora da ilha, Ben ficaria encarregado de protegê-la. Dizendo que ele encontrará uma arma a 200 metros dali para se defender, Fake Locke diz que o aguardará na outra ilha, onde fica a Hydra Station.

Ben foge e Ilana logo vai atrás dele. Quando ela pede para ele atirar logo, Ben apenas pede para se explicar. E aí, meus amigos, foi a melhor cena do episódio e o Michael Emerson é simplesmente brilhante. Eu juro que meu coração se partiu em vários pedacinhos pelo Ben e sua tristeza de ter permitido que sua filha morresse, além da vulnerabilidade que ele apresenta agora sem nenhum poder e sem ninguém que se importe com ele. Foi lindo. Eu fico arrepiada só de lembrar.

Michael Emerson = meu ídolo.

No fim das contas, eles fazem as pazes e voltam para a praia.

Em outra parte da ilha, Hurley e Jack encontram Richard a caminho do Templo. Nosso querido homem eterno os leva ao Black Rock e diz que quer morrer, mas que precisa de ajuda. Quando Hurley pergunta por que ele continua com a mesma aparência de trinta anos antes, Richard diz que Jacob o tocou e com isso lhe deu um dom. Subentende-se a vida eterna. A pegadinha é que ele não consegue se matar, pois este dom não permite e a única forma de ele morrer é se alguém o matar. Por isso ele os levou ao Black Rock, para que um deles acendesse o pavio da dinamite.

Jack, no entanto, sacou a parada toda. Aquele tempo que ele ficou lá olhando para o mar e pensando não foi à toa. Ele entendeu que o Jacob estava os observando desde criança por uma razão e decide ficar com Richard para provar que o mesmo dom que o homem eterno tem, ele também possui e Jacob não os deixaria morrer ali.

E não é que pela primeira vez em muito tempo ele estava certo? O pavio apaga quando a dinamite está prestes a explodir.

Eles voltam à praia e acontece aquele reencontro feliz com o resto do grupo e quando você pensa todos viverão felizes para sempre, eis que surge algo no mar. Eu admito que eu pensei que era fumaça preta, a princípio.

Mas não era.

Era um submarino. E sabe quem estava dentro?

Charles Widmore.

Fade to black.

LOST.

SENSACIONAL. Foi o melhor episódio da temporada até agora e algo me diz que daqui em diante, todos serão assim. Restam apenas nove episódios. Mas este foi brilhante. Nota dez e com louvor.

Ontem à noite depois de assistir, eu estava sem palavras e explodindo de tanta empolgação e curiosidade. Sabe quando foi a última vez que eu me senti assim com Lost? Na season finale da terceira temporada.

Agora sim, a série que eu tanto amo está de volta.

Vocês concordam?

 

 

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Uma coisa que eu aprendi esta semana com Lost é que não dá certo tentar assistir um episódio ao vivo quando se está com sono e já tendo perdido os vinte minutos iniciais. Por mais que eu entendesse o que eles estavam falando, nada fazia sentido na minha cabeça além do fato de que eu queria dormir.

Mas enfim, assisti ao 6×06 – Sundown ontem (sem intervalos e totalmente acordada) e as minhas primeiras impressões foram:

  • A Claire REALMENTE tá piradinha, tadinha.
  • O Sayid está indo pelo mesmo caminho.
  • A Kate é a única pessoa naquela ilha com um fragmento de sanidade. O resto enlouqueceu ou está enlouquecendo.
  • O Fake Locke está com um exército bem grandinho.
  • Eu gostava bastante do Dogen. Pena que só percebi isso quando ele morreu.

Então, vou começar pelos flashsideways. Descobrimos que o Sayid tem contato com a Nadia (amor da vida dele), mas que ela é casada com o irmão dele e tem dois filhos que ADORAM o tio Sayid. O irmão dele fez um empréstimo com um cara que não quer deixá-lo em paz e tenta matá-lo. Mais tarde descobrimos que o cara que estava ameaçando o irmão do Sayid é ninguém menos que o Keamy – aquele doido que fazia parte do time do Widmore e tinha a missão de matar o Ben na quarta temporada, lembram? Então, ele seqüestra o Sayid para ameaçá-lo e ao irmão. Mas, o Sayid vira o Chuck Norris e mata todo mundo. Foi bem legal a cena e provou para nós e para o próprio Sayid que ele realmente é um assassino, não importa o quanto ele tente negar isso. Ah, e no fim, ele escuta alguém gritando no lugar que ele estava e descobre que é o Jin! WTF?!

Toda essa história aconteceu refletindo o que estava acontecendo na ilha. Sayid procura o Dogen e exige uma explicação sobre toda a história da pílula e porque eles o salvaram para depois tentarem matá-lo. Dogen explica que o aparelho que ele usou no Sayid é uma balança do bem e do mal. E o teste do nosso Chuck Norris/MacGyver iraquiano pesou pro lado errado. Sayid diz que ele é um homem bom e Dogen o expulsa do Templo, dizendo que se ele encontrar com o Fake Locke era para enfiar a adaga no coração dele e não podia permitir que ele falasse com ele.

Nesse meio tempo, a Claire invade o Templo, é capturada e diz que o Fake Locke quer falar com o Dogen. Por isso, o japa manda o Sayid atrás do Fake Locke (eu disse que eu tava com sono!). Enfim, na floresta o iraquiano encontra com a Kate e diz para ela voltar para o Templo. Lá ela encontra com a Crazy Claire e conta pra ela que foi ela quem levou o Aaron embora. Crazy Claire faz cara de muito crazy ao receber a notícia. Cada vez mais, eu estou com medo pela vida da Kate. Isso não vai terminar bem…

Enquanto isso, na floresta, Sayid encontra o Fake Locke e comete o erro de deixá-lo falar primeiro. Mesmo assim o iraquiano enfia a adaga no Locke, que calmamente a arranca do peito. Foi bem epic essa cena. Daí ele promete mundos e fundos pro Sayid e o manda de volta pro Templo com uma mensagem de que eles têm até o pôr do sol para decidir se eles vão se juntar a ele ou permanecer no Templo. Com o pequeno detalhe de que quem permanecer no Templo, ele mata.

Dogen explica a Sayid como veio parar na ilha (por causa do Jacob, como a grande maioria) e o iraquiano não sente pena nenhuma do drama do japa e o afoga naquela piscina/fonte/o que quer que seja. Lennon testemunha o assassinato e logo depois segue o mesmo destino. Foi triste. Eu gostava deles.

Aí com o Dogen morto, o Fake Locke (na forma da nossa querida fumaça preta) invade o templo e mata toooodo mundo. Nesse meio tempo, a Ilana, o Frank, a Sun e o Ben invadem o Templo também e conseguem resgatar o Miles. A Kate se separou dele quando foi buscar a Claire e acabou ficando por lá junto com a doidinha.

No fim, Sayid lidera a saída do Templo com a Crazy Claire e uma Kate muito confusa para encontrar com o Fake Locke e seu exército, que agora quadruplicou.

Fade to Black.

LOST

No geral, foi um episódio EPIC. Admito que o início não me empolgou muito (não sou fã dos flash-whatever do Sayid) mas da metade pro fim, eu nem respirava! E agora está mais do que definido que vai haver uma guerra e o lado do Jacob tem que se espertar pra vida porque o Fake Locke tá frenético! Acho que de agora em diante vai ser episódio EPIC atrás de episódio EPIC.

O que vocês acharam?

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