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“I hope that somebody does for you what you just did for me” – John Locke (6×18 – The End – Part 2)

 

Seis temporadas. Cento e vinte e um episódios. Mas tudo tem um fim e todos nós sabíamos que Lost não duraria para sempre. A series finale “The End” dividiu opiniões como já era esperado. Eu ainda estou em cima do muro, pois teve muita coisa que eu gostei, mas também teve muita coisa que eu não gostei e passei os últimos dias pensando em vários fins alternativos que fariam mais sentido.

O episódio em si trouxe uma conclusão para as duas tramas da temporada: a ilha e os flashsideways. Na ilha, tivemos o final showdown com Jack e Locke que eu não tinha comentado na pré-review. Lembra que eu falei que o streaming que eu assisti no dia da finale estava péssimo? Então, eu tinha perdido várias cenas! Só descobri que a Kate atirou no Locke na segunda vez que eu assisti o episódio. Também não tinha visto a Kate e o Sawyer pularem para o mar nem o Miles e Richard consertando o avião.

Finalmente consegui entender a importância do Desmond, mas não o motivo pro Jacob trazê-lo para a ilha. Porque se a única forma de tornar o HdP mortal era desativando a luz da ilha, então Jacob provavelmente sabia que isso acarretaria a destruição da ilha, já que o Desmond era o único que poderia entrar lá e voltar para contar a história. Mas como Jacob é pior que o Yoda, como disse sabiamente o Hurley, os Losties tiveram que se virar nos trinta para descobrir isso.

Achei que o fato de Hurley ser o sucessor do Jack – que, aliás, teve o mandato mais curto da história da ilha, só pode! – foi muito legal e sinceramente, não tinha pessoa melhor para ser o protetor da ilha. E o Ben também se tornar o braço direito do Hurley foi sensacional. Eu realmente não esperava que o Ben fosse encontrar a redenção e este foi um fim muito bacana para o personagem, que no fim das contas, só queria se sentir importante e útil.

Já digeri um pouco mais o fato de o Jack e a Kate terem terminado juntos. Não gostei, mas aceitei e entendi a lógica dos produtores. Ainda acho que eles poderiam ter tomado um caminho diferente. Mas também, se pensarmos bem, todo o polígono amoroso meio que acabou junto de alguma forma. Na ilha, Sawyer e Kate foram embora juntos, então ficou aberto à interpretação. No meu mundinho, eles viveram felizes para sempre. A Kate e o Jack tiveram aquele último momento na ilha que, depois de assistir novamente – e sem ter que controlar a vontade de socar a tela do computador – foi mais de despedida do que qualquer outra coisa.

Lógico que isso é apenas a minha interpretação, mas eu entendi ali que eles estavam dizendo adeus. Jack sabia que ia morrer e a Kate sabia que eles nunca mais iam se ver. Depois de entender isso, eu pude aceitar e até achar bonita a cena. Já nos sideways, Jack e Juliet foram casados e tiveram um filho (que era um fofo!) e depois Sawyer e Juliet se reencontraram, foi aquela emoção, eu chorei e com certeza muita gente chorou também. E como todos nós já sabíamos, Jack e Kate terminam juntos nos sideways. Então todo mundo teve um cadinho para não sair tanta briga.

Não engoli ainda o fato de o Sayid ficar com a Shannon no final. O que eu entendi era que, em sua maioria, ali era um encontro de almas gêmeas, com pouquíssimas exceções. E se todos iam para o Paraíso, para a Luz ou que quer que seja que você acredita, então presume-se que você encontrará com seus entes queridos, certo? Então por que cargas d’água o Sayid não ficou com a Nadia se durante seis anos eles nos empurraram goela abaixo que ela era o amor da vida dele? E se até a Penny pôde estar lá, por que a pobre da Nadia não pôde? Não me conformo. Achei que isso foi um mega furo dos produtores.

Mas enfim, seguindo. No geral, eu gostei muito do episódio. Achei que a história da ilha foi sensacional e a última cena, com o Jack morrendo e o Vincent do lado, ainda me dá um nó na garganta só de lembrar. Foi bem feita e deu aquela sensação de um ciclo que se completa. Não só essa cena, como várias outras. Mas esta em especial – principalmente por ser a última cena do último episódio – foi muito emocionante. Porque justamente nesse momento (pelo menos para mim foi assim) foi que caiu a ficha de que Lost realmente estava chegando ao fim.

E não importa quantas pessoas me digam que é só um seriado, eu vou responder sempre que não é. Lost foi um marco na história da TV e na cibercultura. Por mais que tenha tido seus altos e baixos – eu mesma admito que quase abandonei a série algumas vezes – nós não podemos deixar de apreciar o valor cultural que a série trouxe. É simples assim. Você pode odiar Lost o quanto você quiser, mas isso não vai tirar o mérito do feito que a série alcançou.

Agora, voltando ao episódio, foi tudo muito legal e teria terminado de uma forma espetacular, se não tivesse sido por aquele final de todos indo para a luz. O que realmente me incomodou foi isso. Os flashsideways eram apenas um purgatório e um lugar onde todos iriam se encontrar quando estivesse prontos para irem em direção à luz.

Faça-me o favor, né?

Antes eles tivessem ido com a explicação de que realmente era uma realidade paralela e agora que todos se encontraram, viverão felizes para sempre. Aquela última cena (que eu não vou desmerecer totalmente porque foi um paralelo brilhante com o Jack morrendo na ilha) foi MUITO fim de novela das oito.

Outra possibilidade seria de que, depois que a bomba explodiu na season finale da 5ª temporada, eles apenas voltassem para o presente (como realmente aconteceu) e a gente seguisse só a história da ilha. Eu realmente acho que Darlton podiam ter tido umas aulinhas com o JJ Abrams e escolhido a opção de um universo paralelo como o JJ fez funcionar tão bem em Fringe. Teria sido tão mais legal do que um fim totalmente religioso.

 

Não que eu esteja desmerecendo o tom religioso da finale, porque eu sei que muita gente gostou. Mas sei lá, poderia ter sido diferente. Não precisava ter sido aquele fim brega da luz tomando conta da igreja e tudo mais. Não gostei. Não consigo aceitar isso. Para mim, a finale foi brilhante até a revelação de que os sideways eram apenas um purgatório.

Mas, fazer o que, né? A série acabou e não importa o quanto a gente gritar e espernear, o fim não vai mudar. Quanto à falta de respostas, isso nem me incomodou muito para falar a verdade. O que eu queria muito saber era o nome do HdP e isso eu descobri em um dos vídeos da Kristin dos Santos do E!. O nome dele é Samuel – que quer dizer filho de Deus. E também, correm boatos de que no Box da sexta temporada a finale vai ter de quinze a vinte minutos a mais de cenas que foram cortadas. Talvez aí tenha algumas respostas.

No mais, eu fiquei 90% satisfeita com o fim de Lost. Claro que ainda estou no período de luto pela minha série tão querida, mas a vida segue.

Mas eu duvido que alguma série nova consiga chegar ao nível de Lost. Pelo menos, não tão cedo. Lost vai ser para sempre uma série icônica, assim como poucas outras que a antecederam.

A fala do John Locke no início deste post reflete exatamente o que eu estou sentindo e eu espero que daqui a algum tempo outro fandom possa se sentir da mesma forma que eu me senti com Lost.

Eu só tenho a agradecer por seis anos de uma experiência audiovisual inesquecível. Eu aprendi muito, eu fiz muitos amigos e até me formei na faculdade com a ajuda de Lost (a minha monografia foi sobre a série).

Então, obrigada, Darlton.

Foi uma jornada e tanto.

@lucianamangas

Ainda estou dividida. Talvez porque o streaming que eu assisti ontem congelava toda hora e eu com certeza perdi alguns minutos preciosos enquanto tentava fazer a porcaria do streaming voltar a funcionar. Tenho certeza que os meus tweets devem ser hilários para uma pessoa que não é fã de Lost e eu provavelmente pareço uma louca de tanto que eu xinguei.

Mas enfim, este post é apenas preliminar, pois para fazer uma review decente com uma análise que faça algum sentido eu preciso assistir ao episódio de novo. Portanto, o que vocês vão ver aqui hoje é apenas a minha reação inicial. Não prometo que fará algum sentido ou que vocês concordarão comigo, mas eu preciso desabafar.

Então, vou tentar cobrir os pontos mais importantes que eu lembro, não necessariamente em uma ordem cronológica.

Primeiro de tudo, eu preciso expressar a minha decepção da resolução do polígono amoroso. Tudo bem, eu entendi a lógica da coisa, mas eu achei que foi uma solução fácil demais. Para um programa que se preza tanto em ser tão complexo, escolher o caminho óbvio foi uma decepção gigantesca para mim. Eu sei que o meu lado shipper fala muito alto aqui, mas eu nem fiquei tão arrasada com o Sawyer e a Juliet. Sabe por quê? Eles têm química. Eles funcionam como um casal e a cena em que eles se lembraram foi linda. Realmente, dou o meu braço a torcer nisso.

Mas a Kate com o Jack, cara… não rola. Não adianta. Foi forçado, foi ridículo. Em nenhum episódio nesta temporada, eles deram alguma pista de que a Kate sentia qualquer coisa pelo Jack, a não ser talvez uma amizade. Não houve nenhum momento que fizesse você pensar, nossa, ela realmente ainda gosta dele e ele dela. Não teve nada. Aí do nada, a Kate vira para ele e diz I love you e o beija e eu fiquei olhando para a tela tipo, WTF?! Antes a Kate tivesse terminado sozinha. O que me consola foi que o que a fez lembrar de tudo foi o nascimento do Aaron e não um encontro com o Jack. Porque se tivesse sido isso, eu juro que ia dar uma porrada em Darlton. E o fato de que ela e o Sawyer escaparam juntos da ilha também. No meu mundinho, eles viveram felizes para sempre até que se prove o contrário.

Outra coisa que me incomodou foi o Sayid com a Shannon. Sério, quem se importa com a Shannon? Desculpa se estou ofendendo alguém, não é a minha intenção. Mas eu passei seis anos da minha vida assistindo uma história em que a Nadia é o amor da vida do Sayid. E no último episódio eles querem que eu engula que ele lembrou de tudo quando viu a Shannon porque ela é o grande amor da vida dele? Ah, faça-me o favor, né?

Gostei muito, muito, muito de ver a Juliet novamente. E ela realmente é a mãe do David (Tá vendo, até Jacket – Jack e Juliet para os non-shippers – teve alguma forma de reconhecimento!). Sem falar na Rose e no Bernard, né? Foi sensacional. E o Vincent! Aliás, no fim das contas, o Desmond não serviu para muita coisa. Só para fazer todos lembrarem nos sideways, porque na ilha que é bom… Tudo bem que ele foi lá e tirou a pedra do lugar, mas só o que ele conseguiu causar foi a quase implosão da ilha.

Não vi muita coisa da batalha final entre o Jack e o HdP porque o streaming resolveu pifar justamente nesta cena, mas vi que o ferimento no pescoço e a cicatriz na barriga que o Alter-Jack tinha nos flashsideways foram conseqüências desta briga.

As cenas seguintes – na ilha – foram sensacionais. Eu acho que eu nem respirava e estava quase quicando na cadeira de tanta ansiedade. Achei ótimo o Hurley ser o novo Jacob no lugar do Jack e que o Ben (!!!) se tornou o braço direito dele.

Nos flashsideways, a lembrança que mais me emocionou foi o nascimento do Aaron, que foi uma brilhante alusão à primeira temporada e a do Jack com o pai. Não sei se eu estou extremamente contente e satisfeita com a explicação que eles deram do flashsideways. Quando eu assistir de novo eu decido. Mas o que eu entendi foi que essa realidade alternativa foi tipo um purgatório em que eles criaram um universo quase ideal para eles até que eles estivesse prontos para seguir em frente. O Jack tem um filho e teve a oportunidade de ser um bom pai, o Sawyer não entrou para a vida do crime, o Hurley é um cara sortudo, o Desmond trabalha para o Widmore e por aí vai.

As perguntas que ficaram sem respostas nem me incomodaram tanto. Eu só queria que eles tivessem revelado porque a Eloise Hawking sabia de tudo e o nome do HdP!

A cena final, com o Jack lembrando de tudo e encontrando todos nos flashsideways e morrendo na ilha foi de tirar o fôlego. Quando ele deitou no meio daquele bambuzal, exatamente como no episódio piloto, e o Vincent apareceu, deitou do lado dele e ficou lá até ele morrer, eu desabei. Mas desabei MESMO. E olha que eu nem esperava chorar assim depois da decepção do triângulo em que eu tava muito, mas MUITO p*ta da vida.

Mas ali naquele momento foi que a ficha caiu.

A série que fez parte da minha vida durante os últimos seis anos realmente estava chegando ao fim. E aí eu não agüentei e quando eu dei por mim, estava chorando igual a uma criança.

Acabou mesmo.

É o fim de uma era.

Enfim, prometo uma review mais detalhada logo, logo. Assim que eu assistir novamente e entender de verdade o que aconteceu nestas últimas duas horas e meia da série que revolucionou a televisão mundial.

@lucianamangas

 

Ah, o amor…

Assunto tão presente em Lost – principalmente quando eles indicaram que o amor é a chave de tudo nos flashsideways – que sempre gerou discussões polêmicas e por vezes até brigas internet a fora. Em uma série cercada de mistérios e com uma mitologia tão complexa, pensa-se que os fãs talvez não ligassem para os triângulos, retângulos e sei lá quantos outros polígonos amorosos.

Mas não é que o romance na série, além de ser uma parte intrínseca da trama, tem uma fanbase fervorosa?

E quando eu digo fervorosa, eu quero dizer muito MESMO. Acho que fervorosa aqui funciona como apenas um eufemismo. Eu já participei de diversos fandoms nos últimos dez anos. Sou shipper (que torce por um casal específico) assumida, mas eu nunca vi tanta dedicação a uma causa como eu tenho visto nestes últimos seis anos que eu tenho participado do Lost fandom. Existe até uma shipwar! E sim, isso quer dizer guerra entre shippers.

Em sua maioria meninas, estas fãs dedicam-se a escrever fanfics, fazer vídeos, fanart e, é claro, apontar – para quem estiver disposto a ouvir – porque que o casal que elas torcem faz mais sentido que o rival.

Em Lost, nós tivemos diversos casais e outros muitos que os fãs sonharam um dia que iam ficar juntos e que nunca aconteceram.

O objetivo deste post é fazer um TOP 5 dos casais de Lost. TOP 5 porque se eu fosse listar todos os casais da série eu ia ficar aqui até amanhã. Nunca vi povo que gosta tanto de trocar de parceiros num mesmo grupo. O polígono amoroso que o diga.

Começaremos pelo casal mais épico da série, aquele que eu acredito que é a verdadeira história de amor de Lost. Não vou contar a história toda em detalhes, senão o post vai ficar gigantesco. Vamos cobrir aqui apenas os pontos mais importantes, ok?

Desmond e Penny

Nosso casal escocês preferido se conheceu no dia em que Desmond desistiu de ser um monge. Penny havia ido buscar um carregamento de vinho no monastério e Desmond a ajudou a carregar as caixas com as garrafas de vinho. Rolou aquele clima e eles começaram a namorar. O único problema era que o pai de Penny é ninguém menos que Charles Widmore e não aprovava do romance de jeito nenhum. Depois de estarem quase noivos, Penny e Desmond acabam se separando. Ele resolve participar de uma corrida de veleiros ao redor do mundo (patrocinada por Widmore) e durante uma tempestade acaba na ilha, onde é resgatado por um homem que se identifica como Kelvin e sua função é apertar o fatídico botão na Estação Cisne.

Resumindo a história, Desmond foi tecnicamente o responsável pela queda do avião e depois de conhecer os sobreviventes no início da segunda temporada, ele foge. No entanto, ele não consegue sair da ilha e fica dias navegando em círculos. Eventualmente ele se junta aos Losties e finalmente consegue um contato com Penny no melhor episódio EVER da série: The Constant.

Pois bem, após este contato, Penny consegue localizá-lo e o resgata junto com Jack, Kate, Sun, Sayid, Hurley e Aaron. De volta à realidade, Penny e Desmond vão viver juntos, tem um filho (Charlie) e são felizes até que a ilha resolve interferir com a vida deles de novo e Desmond é levado de volta para lá por Widmore.

Eu realmente torço por um final feliz para eles. Depois de tanto sofrimento, eles merecem.

 

Sun e Jin

O casal coreano começou mal na série. Quando o avião caiu, Sun estava lidando com um marido autoritário e tentava fugir dele. No entanto, antes de todo o drama da ilha acontecer, Jin era apenas um filho de pescador e Sun era herdeira de uma fortuna, já que seu pai era dono de uma multinacional (e assassino nas horas vagas). Eles se conheceram, se apaixonaram e resolveram se casar. Depois do casamento, Jin começa a trabalhar para o pai de Sun, que o manda fazer o trabalho sujo da empresa (matar e/ou dar porrada em pessoas que desafiam o Sr. Paik.

Na ilha, as coisas aos poucos vão se ajeitando para os dois – lógico que com muitos altos e baixos e situações perigosas. Mas na segunda temporada, Sun descobre que está grávida e por isso, quando o cargueiro de Widmore supostamente os resgata, ela é uma das primeiras a bordo com Jin. Só que quando o cargueiro explode, Jin fica para atrás e Sun acredita que ele está morto. Após o resgate, Sun se torna sócia da empresa do pai e tem uma filha: Ji Yeon.

Na 5ª temporada, Sun volta à ilha (depois que Ben lhe diz que Jin está vivo). Depois de muitos desencontros, com direito a viagens no tempo, bombas de hidrogênio explodindo, entre outras coisas, Sun e Jin finalmente se reencontram na 6ª temporada. Mas foi apenas para morrerem juntos, pois quando os Losties tentam sair da ilha no submarino de Widmore, tudo dá errado quando uma bomba explode e Sun fica presa no sub que está rapidamente enchendo de água. A morte deles a la Titanic foi muito triste.

Charlie e Claire

O romance fofo da série ficou por conta do rockstar drogado Charlie Pace e a grávida australiana Claire Littleton. A história deles foi repleta de momentos bonitinhos, mas teve vida curta, pois Charlie se sacrificou para resgatá-los.

 

Jack e Kate

A eterna batalha entre jaters e skaters…

Eu sou skater assumida e realmente não suporto Jate. Aliás, acho que eles têm uma química equivalente a duas portas. Mas vou tentar deixar a minha animosidade de lado e contar um pouco da história deles.

Eles se conheceram depois da queda do avião, quando Kate ajudou a dar pontos no ferimento de Jack. Foram quatro temporadas de chove-não-molha (teve aquele beijo na segunda temporada que eu prefiro ignorar. A Kate saiu correndo depois. Desculpa, Jack, acho que você precisa treinar na laranja ou com o cubo de gelo mais um pouquinho, hein?) até que, após o resgate e absolvição de Kate, os dois começam um romance e até ficam noivos. No entanto, Kate não consegue esquecer Sawyer e também esconde de Jack o que Sawyer lhe pediu para fazer antes de pular do helicóptero. O bom doutor (a essa altura bêbado e viciado em remédios) não suporta a barra e Kate o expulsa de casa.

Na 5ª temporada eles voltam para a ilha e as coisas estão meio indefinidas entre eles. Eu realmente espero que eles NÃO terminem juntos. Sorry, Jaters.

 

Kate e Sawyer

Eu posso ficar um dia inteiro listando todos os motivos porque eles são o melhor casal e porque a Kate deve ficar com o Sawyer. Mas podem ficar tranqüilos, eu não vou submeter vocês a esta tortura.

Acho que o que faz este casal funcionar – além das coisas em comum, infância ruim, histórias trágicas e vida no crime – é a química absurda que a Evangeline Lilly e o Josh Holloway tem. É simples assim. Talvez se fossem atores diferentes, Sawyer e Kate não teriam tanto appeal assim.

Mas enfim, tudo começa na primeira temporada, quando Sawyer chantageia Kate e diz que só vai devolver o remédio de Shannon se ela der um beijo nele. A partir daí, eles ficam naquele vai-não-vai, com aquele clima sempre presente. Nesse meio tempo, eles desenvolvem uma amizade bem legal até por terem histórias parecidas. Finalmente na terceira temporada, quando são seqüestrados pelos Outros, eles ficam juntos. Daí quando você pensa que a Kate finalmente fez a sua escolha, eles brigam daí se pegam de novo, brigam novamente, se pegam e ficam nesse vai e volta até o Sawyer pular do helicóptero para salvar todo mundo.

Aí a Kate é resgatada e o Sawyer fica na ilha. Kate fica com Jack e Sawyer fica com a Juliet até que os Oceanic 6 (menos o Aaron) voltam à ilha e acontece aquele drama todo, a bomba explode, a Juliet morre, Sawyer fica deprimido, enfim… Agora está tudo meio indefinido, mas eu acho que as coisas caminham para um final com eles juntos. Mas isso também pode ser apenas o meu lado skater falando.

Enfim, eu sei que existem muitos outros casais, como Rose e Bernard, Hurley e Libby, até mesmo Sawyer e Juliet, mas acho que eu coloquei os principais aqui. Quais são seus preferidos?

@lucianamangas

Penúltimo episódio. Que dor no coração pensar que só temos mais um episódio inédito de Lost para assistir e depois de domingo, c’est fini.

Mas foi exatamente essa vibe de penúltimo episódio que o 6×16 – What They Died For passou. Claro que tivemos revelações que eu realmente não achava que veríamos até a finale, mas a sensação foi de tudo se ajeitando para o clímax da temporada. Os flashsideways – que até há pouco tempo, eu confesso que achava um tanto quanto inúteis – estão na mesma vibe da ilha. Tudo confluindo para um evento bombástico.

O Desmond, aliás, se transformou naquele que tudo vê e tudo sabe e vai conseguir reunir todos no mesmo lugar na finale. Espero que seja remotamente explicado como e porque ele tem todo esse conhecimento agora. Foi muito, muito legal rever a Alex e a Rosseau e eu já vi que tem gente torcendo para o Ben e a Rosseau ficarem juntos no final. Eu sinceramente espero que não. Seria muito bizarro demais para a minha cabeça. A misteriosa mãe do David – que é um fofo! – finalmente aparecerá na finale, ao que tudo indica. Eu continuo apostando na Juliet.

Aliás, mistério solucionado de como o Michael Emerson ficou de olho roxo há algumas semanas atrás: um daqueles socos que o Henry Ian Cusick deu nele acabou fazendo contato de verdade! Tanto que nas cenas da ilha dá para ver um hematoma gigante porcamente escondido por um pouco de maquiagem. A cena em que o Desmond liberta a Kate e o Sayid também foi sensacional e pudemos rever a Ana Lucia! Tudo bem que eu nunca gostei dela, mas é sempre legal rever personagens que já se foram.

Também tivemos a wake-up call do Locke, que se ligou que tem alguma coisa acontecendo e que todas aquelas coincidências não podem ser apenas coincidências. Outra coisa que eu achei estranha: por que o Desmond ligou para o Jack, se passando por um funcionário da Oceanic, dizendo que havia encontrado o caixão do Christian?

Já na ilha, o clima é de tensão e tristeza. Jack, Kate, Sawyer e Hurley, ainda desolados pela perda dos Kwon e do Sayid, ficaram pela praia naquela noite e pela manhã, Jack cuidou do ferimento da Kate, numa alusão gigantesca à mesma cena da primeira temporada. Parabéns à Evangeline Lilly, que foi brilhante nesta cena. Sawyer se sente culpado pela morte dos amigos, mesmo depois que Jack diz que não foi sua culpa. E realmente, a culpa não deixa de ser dele. Mas ao mesmo tempo, eu não o culpo por não confiar no Jack depois de tudo que aconteceu.

Seguindo as instruções de Sayid, os quatro vão atrás de Desmond. No entanto, são interceptados por Jacob. Este aparece como menino para o Hurley, primeiramente, e rouba suas cinzas (que o Hurley havia tirado das coisas da Ilana). Mais tarde, ele aparece para todos e os chama para bater um papo em volta da fogueira para que ele possa explicar tudo. Fogueira essa que contém as cinzas dele e que quando se extinguir, o fantasminha do Jacob some junto com ela. Portanto, as coisas têm que ser rápidas.

Kate exige uma explicação e quer um bom motivo para seus amigos terem morrido. Jacob pede desculpas e explica toda a situação da Fumaça/HdP e como a culpa de seu irmão estar assim foi dele e que a luz (coração/essência da ilha) tem que ser protegida do HdP. Mas para isso, ele precisa que um deles aceite o cargo. Aliás, Jacob afirma que a Kate ainda é uma candidata e que o nome dela foi riscado somente porque ela se tornou mãe, mas que a vaga ainda é dela se ela quiser. Engole essa, bando de Kate haters! Jacob também explica que os escolheu porque nenhum deles tinha uma vida feliz fora da ilha e todos eram solitários como ele.

Jack – previsivelmente – aceita o trabalho e rola aquele ritual de beber a água da fonte e tal. No entanto, eu tenho a impressão de que o candidato final não vai ser o Jack. Foi tudo muito fácil, muito previsível demais. Eu sinceramente acho que o candidato final vai ser o Desmond, que é o último recurso do Jacob, como foi revelado pelo Widmore antes de morrer.

Aliás, Big Bad Ben está de volta! Ah, Ben, eu tinha tanta esperança que você ia se redimir… doce ilusão. Porque o Ben se bandeou pro lado do HdP e matou o Widmore! Bastard! Não apenas matou o Widmore, como também concordou em matar quem o HdP quisesse. Ainda bem que o Miles fugiu antes da Fumaça chegar. Richard não teve tanta sorte e foi jogado longe pelo Smokie.

Ben e HdP vão até o poço onde Sayid deveria ter matado Desmond e descobrem que nosso querido escocês conseguiu fugir. HdP, no entanto, não fica chateado. Sabe por quê? Agora que ele sabe que o Desmond consegue suportar altas doses de eletromagnetismo, ele vai fazer o que sempre quis: além de sair da ilha, ele vai destruí-la.

M E D O !

Só mais um episódio. Eu vou chorar.

Até semana que vem, para o último review ever de LOST.

@lucianamangas

Primeiramente, peço desculpas pela demora desta review. Estou super atolada no trabalho e realmente não tive tempo de sentar e analisar o episódio até hoje. E que episódio polêmico, hein? Eu ainda estou muito dividida entre “MEU DEUS, QUE EPISÓDIO HORROROSO!” e “MEU DEUS, BEST EPISODE EVER!”

Sabe por quê? Tá, responderam algumas perguntas. Mas ao mesmo tempo levantaram outras trinta! E algumas das respostas foram muito meia-boca. Não sei, ainda não consegui decidir. Na terça-feira, depois que eu assisti o episódio eu juro que eu me senti meio burra porque fazia tempo que um episódio de Lost não me deixava tão confusa quanto o 6×15 – Across the sea me deixou. Talvez seja pelo cansaço (eu assisti na madrugada de terça para quarta), mas que eu fiquei uns dois minutos olhando para a tela igual a uma idiota depois que o episódio terminou, ah, isso eu fiquei.

Mas agora que eu tive a oportunidade de assistir novamente, eu não me senti tão burra assim. Na verdade, me senti um pouco decepcionada por alguns elementos. A tal da luz, por exemplo. O coração da ilha, a essência de todos os mistérios da vida: morte, renascimento e sei lá mais o que que a Mother falou.

Ta bom, legal. A essência da ilha é uma luz. Mas porque o Smokie saiu de lá depois que o Jacob jogou o irmão lá? Só temos mais dois episódios (três, tecnicamente, já que a finale vai ter duas horas e meia), será que eles vão conseguir explicar isso até lá ou vai cair no buraco negro de mistérios não-revelados?

Achei interessante o Jacob e o HdP serem irmãos gêmeos. Achei mais legal ainda o fato de eles serem amigos de verdade, mesmo discordando em algumas coisas. Fiquei decepcionada de não ter sido revelado o nome do HdP. Realmente achei que neste episódio finalmente eu iria ter um nome legal para substituir “HdP”.

Outro fato bem legal foi que quem deveria proteger a ilha – ou seja, o “escolhido” – era o HdP, e não o Jacob. Aliás, o Jacob era um idiota. Não tem opinião própria, só segue as ordens da mamãe e é totalmente feliz assim. O HdP ganhou a minha simpatia desde o momento em que ele, ainda menino, questiona a Mother. E quando ele descobre a verdade, você realmente sente pena dele. Afinal, ele só quer ir para casa. Com esse conhecimento agora, eu entendo perfeitamente as motivações dele de querer sair da ilha.

Mas uma coisa me deixou confusa. Quando o Jacob surta e joga o irmão na caverna de luz, a fumaça é liberada, certo? Mas logo depois o Jacob acha o corpo do irmão. Tanto que é revelado que o Adão e Eva que os Losties acharam na primeira temporada (com direito a um flashback de quando a Kate ainda usava batom e o Jack tinha peito cabeludo) eram, na verdade, Mother e o HdP. Então eu fiquei confusa. O que é a fumaça, exatamente?

Eu li uma teoria de que a Mother teria entrado na caverna e também se transformado no Smokie e foi desta forma que ela matou os Outros originais. Mas se ela é a fumaça, como que o HdP – até então um mero mortal, no meu entendimento – conseguiu matá-la? Será que foi porque ele a pegou de surpresa e não a deixou falar, como o Dogen falou para o Sayid? Será que esta é a única forma de acabar com o Fake Locke?

Pois bem, outro fato que chamou a atenção. As características do candidato para proteger a ilha não são estritamente positivas. Por exemplo, quando Mother e Menino de Preto conversam na praia e ela lhe diz que ele é especial. Jacob, até então, parecia o menininho perfeito. Bondoso, carinhoso, obediente, honesto, esperto. Seu irmão, no entanto, era manipulador, sabia mentir, mas também era bondoso e esperto. O que isso quer dizer, exatamente? O candidato tem que ter um equilíbrio entre o bem e o mal? É isso que o Jacob e o irmão deveriam ter sido? Se não tivessem nascido gêmeos, talvez Mother teria conseguido seu candidato perfeito e criá-lo para ser seu sucessor.

Uma última colocação – e acho que foi isso que me incomodou mais no episódio inteiro. Naquela cena em que o HdP conta para Mother que vai colocar uma roda num sistema que eles estão construindo e quando esta roda for girada, ele conseguirá sair da ilha, utilizando água e luz.

Eu estou presumindo que esta roda é a mesma que Ben e Locke utilizaram para sair da ilha e deslocar a ilha no tempo. Pois bem, até então eu estou achando que tem uma explicação remotamente científica por trás disso. Afinal, eles passaram seis temporadas nos empurrando goela abaixo termos e conceitos de eletromagnetismo, física quântica, viagem no tempo, entre muitos outros, e agora eles querem que eu aceite que tudo aquilo que eles mostraram está ligado à essência da ilha (vida, morte, renascimento, whatever) e pronto?

Eu sei que a grande premissa da série é exatamente o debate fé versus ciência. E eu sei que não deixa de se encaixar, mas não vai ter nenhuma explicaçãozinha científica? Nenhumazinha? E todos esses anos que eu passei teorizando sobre a Dharma Initiative? E as duas temporadas que eu passei assistindo Daniel Faraday nos explicando física? Onde que isso entra? Se não tem explicação científica, então quer dizer que no debate fé vesus ciência, a fé ganha?

Dois episódios, galera. Só mais dois episódios.

Por favor, Darlton. Não nos decepcione.

É sempre difícil dizer adeus a personagens que tanto gostamos, principalmente se já os acompanhamos há muito tempo. Em Lost, com o fim tão próximo, parece que todas as emoções estão à flor da pele e qualquer sensação é multiplicada por mil. Assistir ao 6.14 – The Candidate foi uma alegria e uma tristeza muito grande ao mesmo tempo. Alegria porque foi um episódio sensacional, com todos os elementos que um típico episódio de Lost tem: ação, suspense, mistério e emoção.

Tristeza porque perdemos de uma só vez três queridos personagens (quatro se você contar com o Frank): Sayid, Jin e Sun. Eu já sabia que este episódio teria morte de um personagem importante, mas não tinha idéia que seriam três de uma vez. Foi chocante, foi triste e foi maravilhoso. Claro que a tristeza impera, mas eu fiquei feliz pela forma que a morte deles foi contada. A história destes três personagens realmente tinha chegado ao fim e todos conseguiram a tão sonhada redenção.

Sayid morreu como um herói. Saiu daquele estado de zumbi, pensou rápido e salvou seus amigos. Sun e Jin se reencontraram, estavam felizes por estar juntos e assim morreram. Como Rose e Bernard disseram na season finale passada, o que importava é que eles estavam juntos. Ambas as cenas foram muito bem feitas, a atuação da Yunjin Kim e do Daniel Dae Kim foi impecável. O fim a la Titanic foi brilhante e realmente me dá um aperto no coração só de lembrar.

Lógico que, se servir de consolo, todos os três ainda estão vivos nos flashsideways.

Mas enfim, vamos ao episódio, começando pelos flashsideways. Jack oferece a Locke a oportunidade de ser um candidato para uma cirurgia experimental que poderá possivelmente curá-lo. Locke recusa e Jack, com sua infinita necessidade de consertar tudo e todos, trata de descobrir porque seu paciente disse não. Sua procura o leva a Bernard – que eu tenho certeza sabe de todo o esquema. O jeito que ele falou com Jack, suas expressões, só faltaram dizer “eu não posso te dar tudo de mão beijada, mas continue procurando que você vai achar alguma coisa. Bernard havia tratado Locke três anos antes e indicou Jack a procurar o outro homem que estava com Locke na hora do acidente: Anthony Cooper.

Mas eis que Anthony Cooper está em um estado vegetativo em uma casa de repouso e não pode ajudá-lo. Jack, então, volta ao hospital e encontra Locke, que acaba contando que esteve em um acidente de avião com seu pai, logo que John conseguiu tirar a licença de piloto. Cooper ficou em estado vegetativo e Locke acabou na cadeira de rodas. Por isso, John se culpa e recusa o tratamento que pode curá-lo, para se penitenciar por ter acabado com a vida de seu pai.

Os flashsideways, entretanto, tiveram várias metáforas e dicas sutis – ou não –  da vida deles na ilha. Houve até um momento em que Locke estava dormindo e começou a murmurar coisas como apertar o botão e até seu bilhete de suicídio para Jack: Eu queria que tivesse acreditado em mim.

Esta frase é repetida por Jack, quando Locke recusa sua ajuda, em uma inversão clara de papéis. Outro fato importante para atentar é que ambos reconhecem a inabilidade de esquecer algo e seguir em frente e Jack pede a Locke para fazê-lo primeiro, pois ele não consegue.

Pois bem, voltando pra ilha. As coisas estão frenéticas por lá. Aconteceu tanta coisa e tão rápido que eu tenho certeza que eu vou esquecer de um detalhe ou outro, mas o básico foi o seguinte: Widmore capturou todo mundo e os prendeu nas jaulas. Foi reforçado mais uma vez que a Kate não está na lista e, portanto, não é uma candidata. Mas quer saber, eu acho que isso tudo é para eles nos surpreenderem depois e a Kate acabar tendo um papel importante na finale.

Fake Locke leva Sayid e Jack para a ilha Hydra e lá – antes de ir resgatar o resto do povo – fala para Jack que ele poderia matar qualquer um deles quando ele quisesse, mas não o fez, e por isso eles devem confiar nele. Sayid desliga o gerador e nossa querida Fumaça ataca todos os capangas do Widmore enquanto Jack liberta os Losties.

Mais tarde, todos encontram com o Fake Locke no avião da Ajira, onde o Homem de Preto lhes diz que Widmore havia preparado o avião para explodir quando eles tentassem fugir. Claro que isso é apenas uma desculpa esfarrapada que fica clara quando, mais tarde, no submarino, Jack descobre que Fake Locke colocou a bomba em sua mochila.

No caminho para o submarino, Sawyer pede a Jack – que bateu o pé e disse que vai ficar na ilha – para não deixar o HdP entrar no submarino. Sawyer, Frank, Sun e Jin entram primeiro e rendem a tripulação sem problemas. Quando Sayid, Kate e Claire seguem logo atrás, os capangas do Widmore começam a atirar e Kate é atingida no ombro. Jack e Sayid a socorrem – logo depois de Jack jogar o Fake Locke no mar – e entram no submarino.

Aí que o negócio foi pro saco mesmo. Dentro do submarino, eles descobrem que o HdP trocou as mochilas e deu para Jack a que estava com uma bomba com um cronômetro já correndo. Só que quando eles descobrem isso, já era tarde demais, pois o submarino já estava a todo vapor, submerso.

Jack – claramente o novo Jacob – diz que nada vai acontecer, pra deixar o cronômetro zerar. Sawyer, que obviamente não confia nele depois do fiasco com a Jughead na season finale passada, segue o conselho de Sayid e puxa os dois fios ao mesmo tempo. O cronômetro pára por alguns segundos, mas depois volta a correr aceleradamente. Sayid, com toda a calma do mundo, vira pra Jack e diz que Desmond está num poço na ilha principal e que eles precisam resgatá-lo, pois se Fake Locke o queria morto, ele deve ser importante. Depois pega a bomba e sai correndo para o outro extremo do submarino até que BUM! Era uma vez o Sayid.

Daí em diante rola quase um remake do Titanic com a água entrando por tudo quando é canto. Frank toma uma portada na cara e desmaia, então eu imagino que ele já era também. Sun fica presa debaixo de algo pesado e todos lutam para libertá-la. Jack pega um tanque de oxigênio e dá para Hurley, pedindo que ele tire a Kate (quase desmaiada) de lá enquanto eles tiram a Sun. Sawyer acaba levando uma pancada na cabeça e desmaia. Jin diz a Jack para tirá-lo dali que ele vai ficar com a Sun até libertá-la. E daí em frente é tudo tão tenso e triste e eu já estava chorando por eles.

RIP Sun e Jin Kwon.

Jack consegue levar Sawyer até a praia e lá eles encontram com Kate e Hurley e todo mundo chorou e eu chorei e, meu deus, se esse episódio já foi assim, imagina a Series Finale! Haja Kleenex!

Corta para Fake Locke e Claire (que foi deixada para trás mais uma vez, tadinha) na doca onde o submarino estava atracado. Locke diz que o submarino afundou e Claire se desespera perguntando se todos estão mortos. Locke diz que não, nem todos. O que prova a teoria de que todos precisam estar mortos para ele ser libertado da ilha. Quando Claire pergunta o que eles vão fazer agora, Fake Locke diz que vai terminar o que ele começou.

Que Jacob os proteja.

Até semana que vem.

PS: Agora a pergunta que não quer calar: por onde andam Ben, Richard e Miles, hein?

PS²: Toda semana eu esqueço, mas se vocês tiverem Twitter, podem vir me dar um oi de vez em quando! O meu é @lucianamangas.

Eu amo Lost. Sério mesmo. E episódios como o desta semana me fazem amar esta série mais ainda. Sabe por quê? Acabou a enrolação e a guerra começou de fato. “The Last Recruit” trouxe ação, suspense, romance e até um pouquinho de desenvolvimento dos personagens em um ritmo absolutamente frenético.

Está mais do que claro que estamos caminhando para o fim da temporada e não é porque todos os fãs estão contando ansiosamente quantos episódios faltam para o fim. O que chamou a atenção para mim foi… não sei se o clima do episódio é o termo certo, mas é o que me vem à cabeça agora para descrever o que eu senti durante The Last Recruit. A ação, todas as tramas se cruzando, como se as peças deste enorme quebra-cabeça estivessem finalmente sendo colocadas no lugar certo. Alguns episódios ao longo destes seis anos me deram esta sensação também: Exodus – part 1, “?”, Greatest Hits, The Man Behind The Curtain, Cabin Fever, The Variable. E o que todos eles têm em comum é que são os episódios que preparam o terreno para a season finale, deixando aquele gostinho de quero mais. The Last Recruit, é claro, não foi nenhuma exceção.

Aconteceu tanta coisa, que eu não sei nem por onde começar a comentar.

Nos flashsideways todos estão se encontrando. Sawyer prendeu a Kate e mais tarde no episódio, o Sayid também; Sun e Locke chegam juntos ao hospital e a coreana o reconhece de alguma forma; Desmond encontra Claire e a convence a consultar uma advogada (Ilana!) antes de colocar seu bebê para adoção. Ilana, por sua vez, estava procurando Claire, pois está lidando com o testamento de Christian Shephard. Por causa disso, Jack e Claire se encontram e descobrem que são irmãos. No meio desta comoção toda, Jack é chamado ao hospital para atender John Locke. Ah, e a Sun e o baby ficam bem.

Acho que este é melhor resumo que eu posso dar. Os caminhos estão se cruzando e foi sensacional. Admito que meu lado shipper estava dando pulinhos de alegria na cena do Sawyer com a Kate na delegacia.

Na ilha, as coisas foram acontecendo em um ritmo frenético. Jack e Locke conversaram e foi revelado que o Fake Locke realmente se passou por Christian Shephard. O que continua não explicando como o Jack viu o pai no hospital na 4ª temporada, já que o Smokie supostamente não tem como sair da ilha. Outra coisa que eu não consigo entender é que o Fake Locke fala que todos eles têm que estar juntos para poder funcionar, certo? Mas quando Kate, Jack, Hurley e o resto voltaram à ilha estava faltando um monte de gente e funcionou do mesmo jeito.

Dito isso, eu tenho duas teorias:

1 – Fake Locke realmente precisa de todos juntos porque para sair da ilha as circunstâncias têm que estar o mais próximo possível de quando eles chegaram na ilha. Portanto, todos que ainda estão vivos, têm que estar presente. Não acredito muito nesta, mas é o que o Locke está martelando na nossa cabeça há semanas.

2 – Locke precisa eliminar todos os candidatos para que não haja nenhum substituto do Jacob que o mantenha na ilha. Por isso ele precisa de todos, para matá-los de uma vez só. Acredito um pouco mais nesta, mas mesmo assim ainda não está fazendo sentido na minha cabeça.

Pois bem, Zoe mala sem alça aparece no acampamento e ameaça Locke de que se ele não devolver Desmond, Widmore mata todo mundo e até exemplifica jogando um míssil ou sei lá o que próximo ao acampamento. Fake Locke, por sua vez, manda Sayid matar Desmond. Ele convoca todos para irem para a outra ilha e pegar o avião de uma vez. Para fazer isso, ele pede a Sawyer que vá buscar o barco do Desmond e o encontre em um ponto específico para pegar todo mundo. Sawyer leva Kate com ele, mas não sem antes passar o plano para o Jack de que eles vão enganar o Locke e se mandar para a outra ilha e ficar no time do Widmore.

Durante a caminhada, Locke volta para procurar Sayid – que até agora não sabemos se matou Desmond ou não. Eu acho que não. E além de não matar, acho que ele até ajudou o escocês a fugir. Com Locke longe, Jack pega Hurley, Sun e Frank e eles abandonam o grupo para ir encontrar com Sawyer e Kate, não percebendo que Claire os está seguindo. Quando chegam lá, eu perdi outro ano de vida pensando que a Claire ia matar a Kate, mas no fim a Sardenta acaba convencendo a Crazy Claire a ficar com eles.

Aí rola a cena mais importante do episódio. Sawyer vai conversar com Jack e o nobre doutor diz que o que eles estão fazendo não parece certo. Ele diz que o Locke está insistindo tanto para todos irem embora juntos, pois tem medo do que pode acontecer se eles ficarem. E eu até concordo com ele. Sawyer, no entanto, não concorda nem um pouco e manda Jack decidir: ou ele pára de graça e fica com eles ou pula do barco. Eu realmente não achei que ele fosse fazer isso, mas ele diz que sente muito por ter matado a Juliet e pula do barco! Fiquei bege com essa cena!

Sem Jack, o grupo chega à Hydra Island e são recebidos por caras armados junto com Zoe. Sun e Jin se reencontram e foi lindo. Até rolou uma lagriminha da minha parte. Mas que eu pensei que os dois iam fritar quando passaram pela cerca sônica, eu pensei.

Aí está aquele clima lindo de romance, todos felizes, a Sun volta a falar inglês e ela e Jin trocam juras de amor até que a Zoe acaba com a festa. Widmore disse que o acordo com Sawyer estava cancelado e os caras armados mandam todo mundo se ajoelhar e ficar com as mãos pra cima.

Jack, de volta à ilha principal, encontra Fake Locke. Nem dá tempo dos dois conversarem quando tudo começa a explodir e metade dos figurantes explode junto. Jack é atingido, mas Locke consegue carregá-lo para longe da praia e afirma que ele está seguro, pois agora Jack está com ele.

Obviamente, o título do episódio faz alusão exatamente a esta cena. The Last Recruit, ou o último recruta do time do Locke, é ninguém menos que Jack Shephard. Mesmo assim, eu ainda acredito que Jack não vai ficar do lado de Locke, mas vai ser o substituto do Jacob e salvar o dia. Afinal, Jack é o herói.

Fake Locke, tadinho, teve todos em seu alcance e agora só tem o Jack e o zombie!Sayid. E ficou provado novamente que, no fim das contas, o amor é a chave de tudo. Afinal, Sun recuperou seu inglês no momento em que reencontrou Jin.

Agora, meus amigos, vamos ter que esperar mais duas semanas para saber o que vai acontecer porque o próximo episódio vai ao ar só dia 04/05.

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